sábado, 8 de abril de 2017

FILMES QUE FIZERAM O "EU E O CINEMA" CHORAR

Chorar é um dos milhares de sentimentos que um bom filme pode proporcionar ao espectador. E eu como um belo protótipo de canceriano que sou, me torno presa fácil para essas histórias mais cativantes. Sendo assim, resolvi listar apenas alguns daqueles longas que me fizeram suar pelos olhos e me obrigaram a clamar por um abraço quase que imediatamente.
Alertando que essa matéria pode conter spoilers, já que vou comentar sobre as cenas que acabaram me emocionando de uma forma ou de outra.


Os Saltimbancos Trapalhões (1981)

Vamos começar esse post com aquele que foi o primeiro filme que me fez chorar, até onde me lembro. No auge dos meus 10 anos, a Sessão da Tarde reprisava os filmes dos Trapalhões incessantemente. Num belo dia, decidi acompanhar "Os Saltimbancos Trapalhões", que foi lançado em 1981 e trazia a trupe em altas aventuras circenses. A comédia infantil é boa e despretensiosa, porém uma de suas últimas cenas simplesmente me desmontou. Após o último espetáculo, os integrantes do circo se dirigem ao centro do picadeiro para receberem os aplausos do público. Neste meio tempo, Didi avista a personagem de Lucinha Lins, por quem é apaixonado, ir embora de mãos dadas com o galã do filme. Desolado e estático, o trapalhão olha entristecido para seu cavalo de pau, que neste momento, deixa cair uma lágrima. Essa singela sequência fez um nó na minha garganta e me obrigou a sair da sala pra que eu deixasse minhas tímidas lagrimas rolarem em segredo.

terça-feira, 4 de abril de 2017

ERA TÃO BOM ASSIM? - #1ª EDIÇÃO

Sabe aquele filme que você assistiu na sua infância e adolescência e gostou muito? Que provavelmente te cativou por algum motivo e você chegou a nomeá-lo como um dos melhores filmes que você assistiu na sua vida? Se você assistisse ele novamente, com a sua idade atual, será que você teria a mesma opinião sobre ele? Essa é a pergunta que o mais novo quadro do blog "Eu e o Cinema" vai tentar responder... Afinal, aquele filme era tão bom assim???
A produção escolhida para estrelar a edição de estreia foi a comédia "Até que a Fuga os Separe", lançado em 1999 e protagonizado por Eddie Murphy e Martin Lawrence.
Para cada filme revisto e analisado, o mesmo receberá uma das seguintes legendas:

💢💗PUTA FILME💗💢 = O filme é muito melhor do que eu achei que era na época que assisti pela primeira vez
💢👍O FILME É BOM👍💢 = O filme é tão bom ou pouca coisa melhor do que eu achei na época que assisti pela primeira vez.
💢😐O FILME É REGULAR😐💢 = O filme não chega a ser ruim, mas é bem abaixo do que eu achei que era na época em que o assisti pela primeira vez.
💢💣O FILME É MUITO RUIM💣💢 = O filme é ruim e bem abaixo do que eu achei que era na época em que o assisti pela primeira vez.

Até que a Fuga os Separe - 1999

Elenco: Eddie Murphy, Martin Lawrence, Obba Babatundé, Miguel A. Núñez Jr., Bernie Mac, Anthony Anderson, Nick Cassavetes e Michael Taliferro

Sinopse:
Nos longínquos anos 30, o trambiqueiro Ray Gibson (Murphy) e o proletariado Claude Banks (Lawrence) se encontram acidentalmente em uma festa e acabam se envolvendo em um esquema de transporte ilegal de bebidas para saldarem suas dívidas. Chegando lá são acusados de assassinato (que foi cometido pelo chefe de polícia local) e acabam sentenciados a prisão perpétua. Na cadeia acabam unindo forças, mesmo a contra gosto, para fugirem da cadeia aonde acabam passando 65 anos de suas vidas.
O filme foi dirigido por Ted Demme, que antes realizou comédias pastelônicas como "Tiras por Acaso" de 1993 e "O Árbitro" de 1994, e posteriormente dirigiu o drama policial "Profissão de Risco" com Johnny Depp nos papéis principais e lançado em 2001. Faleceu um ano depois aos 38 anos de idade.
"Life" (no original) foi um fracasso nas bilheterias tendo um orçamento de 80 milhões de dólares, tendo arrecadado um pouco mais de 75 milhões.

domingo, 2 de abril de 2017

SESSÃO SÁBADÃO - #50ª EDIÇÃO

Enfim chegamos a um número marcante no post de hoje, afinal trata-se da quinquagésima edição da Sessão Sábadão, o quadro de críticas e análises do Eu e o Cinema. O longa escolhido para celebrar esse momento tão importante para o blog foi a continuação do famigerado "Cinquenta Tons de Cinza" de 2015, que recebeu o título de "Cinquenta Tons Mais Escuros" e por sua vez, foi lançado no início deste ano.
A escolha foi boa? Foi ruim? Se deseja saber, leia esse post até o final e descobrirá o veredito.


Cinquenta Tons Mais Escuros - 2017

Elenco: Dakota Johnson, James Dornan, Kim Basinger, Eric Johnson, Bella Heathcote, Marcia Gay Harden e Rita Ora


SOBRE O FILME:
Dirigido por James Foley, o mesmo de filmes que tinham temáticas parecidas como "Dominados Pelo Desejo" de 1990 e "A Estranha Perfeita" de 2007, "Cinquenta Tons Mais Escuros" é o segundo filme da franquia baseada no best-seller escrito por E. L. James, que conta a saga da jovem Anastasia Steele e o seu romance conturbado com Christian Grey, um empresário milionário que cultiva um gosto sexual sadomasoquista. Fora isso, ela tem que lidar com problemas no seu trabalho e com a perseguição de uma misteriosa mulher.

PRÓS: Há muito, muito, muito tempo não tenho tantas dificuldades para listar os melhores momentos de um filme, e "Cinquenta Tons Mais Escuros" me proporcionou essa experiência quase que desesperadora. Mas como estamos falando dos prós, vamos focalizar nas coisas boas, pois elas são raras.
Pra começar, citarei a única coisa realmente válida neste longa: seus quesitos técnicos. Com uma bela fotografia, uma edição competente e planos que valorizam seus cenários, a produção acaba se tornando uma obra graficamente boa de se assistir.(0,5)
Outro ponto positivo que consegui arrancar dos escombros devido a muito boa vontade da minha parte, são as tão polêmicas cenas de sexo que o filme contém. Mesmo que mecânicas, frias e demasiadamente coreografadas, conseguem ser mais apimentadas do que no primeiro longa. Nada demais, mas já vale alguma coisa.(0,5)


sexta-feira, 31 de março de 2017

DIRETORES INCONSTANTES

Após assistir "Fragmentado", último filme do diretor M. Night Shyamalan (clique aqui caso queira ler a crítica do blog) me parei pensando como a carreira do cineasta é estranhamente divertida, pois consta na sua filmografia produções historicamente grandiosas quanto produções execráveis e de péssimo gosto. Porém, entretanto, percebi que existem outros diretores que se encaixam perfeitamente neste perfil. Sendo assim, resolvi montar uma pequena lista com os nomes dos cineastas que conseguem realizar grandes filmes, com a mesma facilidade que realizam grandes porcarias.



M. Night Shyamalan

Já que foi citado no prólogo dessa matéria, nada mais justo começarmos nossa lista com M. Night Shyamalan. Nascido na Índia e naturalizado nos Estados Unidos, o diretor debutou em Hollywood com a inexpressiva comédia dramática "Olhos Abertos" de 1998. Mas foi no ano seguinte que seu nome caiu nas graças da grande massa, após dirigir "O Sexto Sentido", que para muitos, trata-se de um dos melhores suspense de todos os tempos. Apelidado por muitos como o "novo Hitchcock" e "novo Spielberg", todo o gás mostrado no seu melhor trabalho foi se esvaindo em trabalhos posteriores, chegando ao ponto de lançar filmes escabrosos como "Fim dos Tempos", "Depois da Terra" e "O Último Mestre do Ar" que foi considerado sua pior película até ali. Sua carreira voltou a mostrar sinais de melhoras com o lançamento de "A Visita" de 2015 e "Fragmentado",que está em cartaz, e que tem despertado a curiosidade dos amantes do cinema.

Melhores Filmes: O Sexto Sentido (1999), Corpo Fechado (2000), A Vila (2004) 
Piores Filmes: A Dama da Água (2006), Fim dos Tempos (2008), O Último Mestre do Ar (2010), Depois da Terra (2013)

domingo, 26 de março de 2017

SESSÃO SÁBADÃO - #49ª EDIÇÃO

Último domingo de março e estamos a postos pra publicar mais uma "Sessão Sábadão" aqui no Eu e o Cinema. O filme de hoje é o recém lançado "Fragmentado", suspense dirigido por M. Night Shyamalan e protagonizado por James McAvoy. Sem mais firulas, vamos ao que interessa...


Fragmentado - 2017

Elenco: James McAvoy, Anya Taylor-Joy, Betty Buckley, Haley Lu Richardson e Jessica Sula

SOBRE O FILME:
"Fragmentado" é a nova produção realizada pelo as vezes amado, as vezes odiado, M. Night Shyamalan (responsável por obras primas como "O Sexto Sentido" e por terríveis bombas como "Depois da Terra") e conta a história de três adolescentes que foram raptadas por um homem que contém 23 personalidades distintas e está prestes a desenvolver uma inesperada e violenta vigésima quarta identidade.

PRÓS: Uma das coisas que mais agradam em um suspense como esse, é quando ele não demora em estabelecer sua premissa principal. Isso se torna um bom recurso para evitar morosidade ou encheção de linguiça na maneira que o enredo é conduzido. E isso acontece aqui, pois logo que o filme começa ele já te joga na atmosfera sinistra do personagem principal e a dinâmica com as suas raptadas servem para prender a atenção do espectador logo nos primeiros minutos. (1)
"Fragmentado" contém algumas subtramas em seu roteiro e a maioria delas são muito bem trabalhadas nos dois primeiros atos do longa. A trama principal que traz a premissa de Kevin e suas vítimas é uma dessas, pois é bem construída e muito imersiva. Outro arco que é bastante envolvente, é sobre os flashbacks que contam um fato da infância de uma das garotas raptadas. Conduzido de maneira que desperta a curiosidade de quem o assiste, essa parte do roteiro também serve pra contextualizar a personalidade desta personagem.(1,5)
No quesito atuação todos estão bem, mas ninguém se assemelha a James McAvoy. O ator da vida as diferenciadas identidades de sua persona de uma maneira muito intensa e ao mesmo tempo meticulosa. Sua interpretação está nos detalhes dos gestuais, na maneira que olha, no jeito que fala, e na potência da sua fisicalidade.(2)
Sua última cena pode ser uma boa surpresa para os nostálgicos que acompanham a carreira do diretor desde "O Sexto Sentido" de 1999. Se é apenas uma menção ou uma linha para transformar o longa em uma franquia, só o tempo dirá. (0,5)

terça-feira, 21 de março de 2017

TAG: SETE PECADOS CAPITAIS

Hoje vamos de TAGzinha aqui no blog "Eu e o Cinema" e diferentemente das outras que foram postadas aqui, essa foi idealizada por este blogger que vos fala. Nomeei a brincadeira de "Sete pecados capitais" e suas regras consiste de maneira simples. Para cada pecado citado será mencionado um filme que lembre de alguma maneira, o pecado em questão. Para esclarecer as escolhas farei breves justificativas e não repetirei produções lembradas em tags anteriores. 
Tudo devidamente explicado, vamos começar...


SOBERBA - O PECADO DA ARROGÂNCIA E DA VAIDADE:

O Diabo Veste Prada (2006)


De todas os vilões cinematográficos do século XXI, poucos exalam tanta arrogância e soberba do que Miranda Priestly, antagonista de "O Diabo Veste Prada" e interpretado de forma magnífica por Meryl Streep. Editora-chefe de uma das mais importantes revistas de moda do país, ela faz da vida de seus assistentes um verdadeiro caos devido aos seus ataques de estrelismos e sua vaidade sem limites.

domingo, 19 de março de 2017

SESSÃO SÁBADÃO - #48ª EDIÇÃO

Estamos no fim do verão e a tão aguardada frente fria vai chegando de mansinho ao país. Para celebrar essa significante mudança climática que deixa o insuportável calor pra trás e nos presenteia com uma temperatura mais amena, nada melhor do que postar mais uma edição da nossa tão amada "Sessão Sábadão". "Assassin's Creed: O Filme" é o escolhido do dia. Sendo assim, vamos a ele...


Assassin's Creed: O Filme - 2016

Elenco: Michael Fassbender, Marion Cotillard, Jeremy Irons, Ariane Labed, Michael K. Williams, Denis Menochet, Brendan Gleeson e Charlotte Rampling

SOBRE O FILME:
Dirigido por Justin Kurzel, "Assassin's Creed" é baseado em uma franquia de jogos eletrônicos que leva o mesmo nome. A história do longa envolve a vida de Cal Lynch, um criminoso condenado a pena de morte, mas acaba sendo resgatado por uma organização tecnológica que permite o mesmo a reviver as aventuras do guerreiro Aguilar, seu ancestral espanhol e principal membro de uma sociedade de assassinos na idade média.

PRÓS: O mínimo que se espera ao assistir um filme baseado em um game é que ele seja o mais fiel possível ao seu material fonte. E essa expectativa é parcialmente suprida pelo longa e acaba sendo o seu principal trunfo. As sequencias de ação que se passam na idade média, e é a premissa principal dos jogos eletrônicos, além de serem bem executadas, remetem quase que 100% a atmosfera do produto original.(2)
Outro ponto positivo de "Assassin's Creed: O Filme", reside em seus aspectos técnicos. Com uma belíssima fotografia que valoriza os planos abertos e uma poderosa construção de mundo devido ao excelente CGI, o longa se torna visualmente interessante.(1)
Ninguém no elenco se destaca com uma atuação surpreendente ou revigorante, mas todos em sua maioria dão performances bem corretas, principalmente a dupla principal do longa. Enquanto Michael Fassbender consegue passar toda a raiva, as dores e a fisicalidade bem coreografada do protagonista, Marion Cotillard é quem consegue desenvolver um arco dramático mais bem construído para a sua personagem.(0,5)