domingo, 16 de abril de 2017

SESSÃO SÁBADÃO - #52ª EDIÇÃO

Domingão de Páscoa e provavelmente você está comendo um belo pedaço de chocolate meste momento, ou acabando de matar o bacalhau que sobrou de anteontem, ou pronto pra tirar um cochilo pois logo mais tem a missa/culto pascoal. Sendo assim, não tem hora melhor pra dar aquela esticada na mais nova edição da Sessão Sábadão e curtir nossa última análise. O filme escolhido da vez, é nada mais, nada menos do que "Logan", aquele que muitos dizem ser o longa definitivo do personagem Wolverine nos cinemas. Vamos ver o que o blog tem a dizer sobre ele? Então vamos...

Logan - 2017

Elenco: Hugh Jackman, Patrick Stewart, Dafne Keen, Boyd Holbrook, Stephen Merchant e Richard E. Grant


SOBRE O FILME:
Dirigido por James Mangold (o mesmo que dirigiu o último filme do personagem), "Logan" se passa no ano de 2029 e traz um Wolverine debilitado que trabalha como chofer, mas ao conhecer Laura, uma menina que foi transformada em multante, passa a protege-la com unhas e dentes á pedidos de um idoso Professor Xavier.

PRÓS: "Logan" é um filme repleto de pontos positivos, mas iniciarei as citações com o quesito que me impressionou logo de cara: a maquiagem. Mais do que extremamente competente, acabou se tornando um importante recurso para contar a história. É possível ver e sentir todo o sofrimento que compõe os personagens, seja nas cicatrizes, na sujeira, nos olhos vermelhos, nas veias saltadas. Tudo isso se torna potencialmente emersivo para o espectador que acompanha o longa.(1)
A premissa principal do roteiro, por si só, já é bem poderosa, mas as subtramas inseridas ali também funcionam perfeitamente. Com uma ótima pegada conspiracionista, a história não perde força quando focaliza as questões organizacionais e acaba enriquecendo a obra como um todo.(2)
No quesito atuação, todos estão muitíssimo bem. Os destaques ficam por conta das interpretações de Hugh Jackman, Patrick Stewart e Stephen Merchant. O último citado, foi o que mais me impressionou, pois eu não esperava muito deste ator que formou sua filmografia nas comédias. Em "Logan", ele dá uma convincente composição de personagem, seja nos quesitos técnicos e físicos. Stewart também dispensa comentários e brilha imensamente dando o tom perfeito entre a sabedoria e a insanidade. Mas o destaque principal vai mesmo pra Hugh Jackman. No filme onde se despede do papel que periodicamente exerce desde que se tornou um grande nome em Hollywood, Jackman mostra que conhece bem o seu personagem e tem o domínio interpretativo do mesmo na palma das mãos.(2)

sexta-feira, 14 de abril de 2017

COLETÂNEA: JAMES CAMERON

Na sétima arte é capaz de encontrar perfis variados de cineastas hollywoodianos, mas mesmo que se procure bastante, é difícil encontrar algum que se assemelhe ao perfil de James Cameron. Conhecido por ser o diretor responsável por histórias grandiosas e obras megalomaníacas, a sua filmografia passeia por gêneros como a ação, a aventura, o drama e até mesmo o romance, o tornando um renomado e um dos mais importantes nomes da indústria cinematográfica. Caso esteja por fora da filmografia de James Cameron, o "Eu e o Cinema" mais uma vez entra em cena para lhe apresentar a coletânea com os melhores filmes dessa grande figura.




domingo, 9 de abril de 2017

SESSÃO SÁBADÃO - #51ª EDIÇÃO

Aqui estou mais um dia, sob olhar sanguinário do cinéfilo internauta, que espera ansiosamente por mais uma edição da Sessão Sábadão. Sendo assim, vamos a análise de hoje... O escolhido da vez é o filme "Fome de Poder" que é de 2016 mas foi lançado no Brasil neste ano. Então pegue seu sanduíche com dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, picles e um pão com gergelim, e venha conferir mais esse post.

Fome de Poder - 2016

Elenco: Micheal Keaton, Nick Offerman, John Carroll Lynch, Laura Dern, Linda Cardellini, Patrick Wilson e B.J. Novak


SOBRE O FILME:
Dirigido por John Lee Hancock, o mesmo de "Um Sonho Possível" de 2009 e "Walt nos Bastidores de Mary Poppins" de 2013, "The Founder" (que no Brasil concorre com um dos piores títulos de filmes de 2017) conta os bastidores do nascimento e crescimento do internacionalmente conhecido McDonalds, focando na pessoa de Ray Crock (interpretado por Michael Keaton), um vendedor medíocre que enxerga uma grande oportunidade de sucesso ao conhecer a primeira lanchonete gerenciada por dois irmãos do sul da Califórnia.

PRÓS: Quem conhece os trabalhos anteriores de John Lee Hancock, principalmente os biográficos, sabe que o diretor prefere pegar leve em fatos que podem desabonar a imagem do seu personagem principal e pesar a mão em sua benevolência, para que se tenha mais empatia por parte do espectador. Esse filme, por sua vez, é o que me pareceu menos preocupado com essa questão, e isso é muito bom. Mesmo sendo adaptado, o roteiro não é demasiadamente chapa branca e demonstra fidelidade aos acontecimentos empresariais responsáveis por tornar a rede de fast food no que ela é hoje, independente de ética ou de posturas.(1,5)
Tendo isso em mãos, a ambiguidade que ele pode proporcionar é bem trabalhada pelo diretor, sem tirar o pé do freio totalmente. Desta maneira, o desenrolar da história que envolve negociações, diálogos e jogadas contratuais despertam confusão em quem assiste, pois mesmo que se tome partido por um ou outro personagem, as motivações e ideias do lado oposto são extremamente compreensivas. Seria um erro dizer que o filme não toma partidos, mas ele consegue esclarecer o outro lado da moeda de forma bastante competente.(1,5)
Por fim, destaco os quesitos técnicos e as atuações. O figurino e a construção de tempo são bastante competentes e te insere dentro da perspectiva da época. Nas interpretações, todos estão bem dentro da forma que o longa trabalha cada personagem, como o caso de Laura Dern. Mesmo sendo bastante afetada pelo roteiro, consegue dar uma atuação sincera. Gostei bastante das interpretações de Nick Offerman e John Carroll Lynch. Ambos conseguem passar todo o sentimento de orgulho, de preocupação e desolamento de duas pessoas que construíram algo importante e foram posteriormente prejudicadas por terceiros. Mas quem se destaca de verdade, é Michael Keaton. Carismático e articulado, o ator dá a performance suficiente para segurar o filme.(1,5)

sábado, 8 de abril de 2017

FILMES QUE FIZERAM O "EU E O CINEMA" CHORAR

Chorar é um dos milhares de sentimentos que um bom filme pode proporcionar ao espectador. E eu como um belo protótipo de canceriano que sou, me torno presa fácil para essas histórias mais cativantes. Sendo assim, resolvi listar apenas alguns daqueles longas que me fizeram suar pelos olhos e me obrigaram a clamar por um abraço quase que imediatamente.
Alertando que essa matéria pode conter spoilers, já que vou comentar sobre as cenas que acabaram me emocionando de uma forma ou de outra.


Os Saltimbancos Trapalhões (1981)

Vamos começar esse post com aquele que foi o primeiro filme que me fez chorar, até onde me lembro. No auge dos meus 10 anos, a Sessão da Tarde reprisava os filmes dos Trapalhões incessantemente. Num belo dia, decidi acompanhar "Os Saltimbancos Trapalhões", que foi lançado em 1981 e trazia a trupe em altas aventuras circenses. A comédia infantil é boa e despretensiosa, porém uma de suas últimas cenas simplesmente me desmontou. Após o último espetáculo, os integrantes do circo se dirigem ao centro do picadeiro para receberem os aplausos do público. Neste meio tempo, Didi avista a personagem de Lucinha Lins, por quem é apaixonado, ir embora de mãos dadas com o galã do filme. Desolado e estático, o trapalhão olha entristecido para seu cavalo de pau, que neste momento, deixa cair uma lágrima. Essa singela sequência fez um nó na minha garganta e me obrigou a sair da sala pra que eu deixasse minhas tímidas lagrimas rolarem em segredo.

terça-feira, 4 de abril de 2017

ERA TÃO BOM ASSIM? - #1ª EDIÇÃO

Sabe aquele filme que você assistiu na sua infância e adolescência e gostou muito? Que provavelmente te cativou por algum motivo e você chegou a nomeá-lo como um dos melhores filmes que você assistiu na sua vida? Se você assistisse ele novamente, com a sua idade atual, será que você teria a mesma opinião sobre ele? Essa é a pergunta que o mais novo quadro do blog "Eu e o Cinema" vai tentar responder... Afinal, aquele filme era tão bom assim???
A produção escolhida para estrelar a edição de estreia foi a comédia "Até que a Fuga os Separe", lançado em 1999 e protagonizado por Eddie Murphy e Martin Lawrence.
Para cada filme revisto e analisado, o mesmo receberá uma das seguintes legendas:

💢💗PUTA FILME💗💢 = O filme é muito melhor do que eu achei que era na época que assisti pela primeira vez
💢👍O FILME É BOM👍💢 = O filme é tão bom ou pouca coisa melhor do que eu achei na época que assisti pela primeira vez.
💢😐O FILME É REGULAR😐💢 = O filme não chega a ser ruim, mas é bem abaixo do que eu achei que era na época em que o assisti pela primeira vez.
💢💣O FILME É MUITO RUIM💣💢 = O filme é ruim e bem abaixo do que eu achei que era na época em que o assisti pela primeira vez.

Até que a Fuga os Separe - 1999

Elenco: Eddie Murphy, Martin Lawrence, Obba Babatundé, Miguel A. Núñez Jr., Bernie Mac, Anthony Anderson, Nick Cassavetes e Michael Taliferro

Sinopse:
Nos longínquos anos 30, o trambiqueiro Ray Gibson (Murphy) e o proletariado Claude Banks (Lawrence) se encontram acidentalmente em uma festa e acabam se envolvendo em um esquema de transporte ilegal de bebidas para saldarem suas dívidas. Chegando lá são acusados de assassinato (que foi cometido pelo chefe de polícia local) e acabam sentenciados a prisão perpétua. Na cadeia acabam unindo forças, mesmo a contra gosto, para fugirem da cadeia aonde acabam passando 65 anos de suas vidas.
O filme foi dirigido por Ted Demme, que antes realizou comédias pastelônicas como "Tiras por Acaso" de 1993 e "O Árbitro" de 1994, e posteriormente dirigiu o drama policial "Profissão de Risco" com Johnny Depp nos papéis principais e lançado em 2001. Faleceu um ano depois aos 38 anos de idade.
"Life" (no original) foi um fracasso nas bilheterias tendo um orçamento de 80 milhões de dólares, tendo arrecadado um pouco mais de 75 milhões.

domingo, 2 de abril de 2017

SESSÃO SÁBADÃO - #50ª EDIÇÃO

Enfim chegamos a um número marcante no post de hoje, afinal trata-se da quinquagésima edição da Sessão Sábadão, o quadro de críticas e análises do Eu e o Cinema. O longa escolhido para celebrar esse momento tão importante para o blog foi a continuação do famigerado "Cinquenta Tons de Cinza" de 2015, que recebeu o título de "Cinquenta Tons Mais Escuros" e por sua vez, foi lançado no início deste ano.
A escolha foi boa? Foi ruim? Se deseja saber, leia esse post até o final e descobrirá o veredito.


Cinquenta Tons Mais Escuros - 2017

Elenco: Dakota Johnson, James Dornan, Kim Basinger, Eric Johnson, Bella Heathcote, Marcia Gay Harden e Rita Ora


SOBRE O FILME:
Dirigido por James Foley, o mesmo de filmes que tinham temáticas parecidas como "Dominados Pelo Desejo" de 1990 e "A Estranha Perfeita" de 2007, "Cinquenta Tons Mais Escuros" é o segundo filme da franquia baseada no best-seller escrito por E. L. James, que conta a saga da jovem Anastasia Steele e o seu romance conturbado com Christian Grey, um empresário milionário que cultiva um gosto sexual sadomasoquista. Fora isso, ela tem que lidar com problemas no seu trabalho e com a perseguição de uma misteriosa mulher.

PRÓS: Há muito, muito, muito tempo não tenho tantas dificuldades para listar os melhores momentos de um filme, e "Cinquenta Tons Mais Escuros" me proporcionou essa experiência quase que desesperadora. Mas como estamos falando dos prós, vamos focalizar nas coisas boas, pois elas são raras.
Pra começar, citarei a única coisa realmente válida neste longa: seus quesitos técnicos. Com uma bela fotografia, uma edição competente e planos que valorizam seus cenários, a produção acaba se tornando uma obra graficamente boa de se assistir.(0,5)
Outro ponto positivo que consegui arrancar dos escombros devido a muito boa vontade da minha parte, são as tão polêmicas cenas de sexo que o filme contém. Mesmo que mecânicas, frias e demasiadamente coreografadas, conseguem ser mais apimentadas do que no primeiro longa. Nada demais, mas já vale alguma coisa.(0,5)


sexta-feira, 31 de março de 2017

DIRETORES INCONSTANTES

Após assistir "Fragmentado", último filme do diretor M. Night Shyamalan (clique aqui caso queira ler a crítica do blog) me parei pensando como a carreira do cineasta é estranhamente divertida, pois consta na sua filmografia produções historicamente grandiosas quanto produções execráveis e de péssimo gosto. Porém, entretanto, percebi que existem outros diretores que se encaixam perfeitamente neste perfil. Sendo assim, resolvi montar uma pequena lista com os nomes dos cineastas que conseguem realizar grandes filmes, com a mesma facilidade que realizam grandes porcarias.



M. Night Shyamalan

Já que foi citado no prólogo dessa matéria, nada mais justo começarmos nossa lista com M. Night Shyamalan. Nascido na Índia e naturalizado nos Estados Unidos, o diretor debutou em Hollywood com a inexpressiva comédia dramática "Olhos Abertos" de 1998. Mas foi no ano seguinte que seu nome caiu nas graças da grande massa, após dirigir "O Sexto Sentido", que para muitos, trata-se de um dos melhores suspense de todos os tempos. Apelidado por muitos como o "novo Hitchcock" e "novo Spielberg", todo o gás mostrado no seu melhor trabalho foi se esvaindo em trabalhos posteriores, chegando ao ponto de lançar filmes escabrosos como "Fim dos Tempos", "Depois da Terra" e "O Último Mestre do Ar" que foi considerado sua pior película até ali. Sua carreira voltou a mostrar sinais de melhoras com o lançamento de "A Visita" de 2015 e "Fragmentado",que está em cartaz, e que tem despertado a curiosidade dos amantes do cinema.

Melhores Filmes: O Sexto Sentido (1999), Corpo Fechado (2000), A Vila (2004) 
Piores Filmes: A Dama da Água (2006), Fim dos Tempos (2008), O Último Mestre do Ar (2010), Depois da Terra (2013)