domingo, 14 de janeiro de 2018

SESSÃO SÁBADÃO - #91ª EDIÇÃO

E cá estamos outra vez para postar mais uma edição quentinha da Sessão Sábadão. E sem mais delongas já vamos a nossa análise da semana que fica por conta do mais novo filme estrelado por Jackie Chan e Pierce Brosnan: o thriller policial "O Estrangeiro". Então senta na sua cadeira preferida e tenha uma boa leitura...

O Estrangeiro - 2017

Elenco: Jackie Chan, Pierce Brosnan, Rory Fleck Byrne, Orla Brady, Charlie Murphy, Ray Fearon, Dermot Crawley, Caolan Byrne, Rufus Jones e Katie Leung.


SOBRE O FILME:
Após perder sua filha em um atentado terrorista motivado por um grupo político irlandês, um comerciante chinês começa a viver exclusivamente para se vingar das pessoas que estão por trás disso. Para encontra-los ele vai precisar da ajuda de um importante ministro que tem seu passado relacionado a este exército.
O filme é realizado por Martin Campbell, diretor que tem uma vasta carreira no gênero de ação sendo responsável por bons longas como "007 - Cassino Royale" de 2006, e outras nem tão boas assim como "Lanterna Verde" de 2011.

PRÓS: Uma coisa que o roteiro desta obra faz bem é entregar mais daquilo que se espera. Não se trata apenas de uma história de vingança e perseguição rodeada de explosões, lutas e tiroteio, o filme tem um pouco mais a oferecer. Com uma trama política tensa, fluida e muito bem amarrada, a trama consegue andar por lugares mais densos do que a sua premissa propõe. Claro que a graça do filme está na porradaria e nas acrobacias protagonizadas por Jackie Chan, mas o seu enredo é tão bem elaborado que ele acaba funcionando mesmo quando o astro não está em cena.(1,5)
No quesito atuação, também temos um resultado maior do que esperávamos. Mesmo aos 63 anos de idade, Jackie Chan continua mandando muito bem nas sequências de ação e de luta. As batalhas corporais são muito bem coreografadas e continuam impressionando. No quesito interpretativo, ele dá um outro show. Entregando um personagem sofrido, genuinamente triste e sem nenhum tipo de esperanças para se segurar, o ator segura as pontas no teor dramático e se sai extremamente bem. O mesmo pode-se dizer de Pierce Brosnan, que também carrega o filme nas costas quando o enredo investe o seu tempo no teor mais burocrático da trama.(1)
Por falar em luta, esse acaba se tornando o principal ponto positivo de "O Estrangeiro". Com sequencias extremamente empolgantes e explosivas graças a performance do seu protagonistas e os ótimos recursos técnicos, são nestes momentos aonde o longa cresce e realmente mostra pra que veio.(2)


domingo, 7 de janeiro de 2018

SESSÃO SÁBADÃO - #90ª EDIÇÃO

Primeira Sessão Sábadão de 2018... êêêêêêêê!!! E coincidentemente abrimos este ano com a nonagésima edição do quadro mais amado desse blog. E para comemorar com estilo, vamos analisar "Blade Runner 2049" a continuação do grande filme lançado há mais de trinta anos atrás. Ficou bom? Não? Pega sua cadeira e seu robô replicante e vamos que vamos para mais uma leitura...

Blade Runner 2049 - 2017

Elenco: Ryan Gosling, Harrison Ford, Ana de Armas, Jared Leto, Sylvia Hoeks, Robin Wright, Mackenzie Davis, Carla Juri, Dave Bautista e Barkhadi Abdi.


SOBRE O FILME:
Passado em 2049, trinta anos depois dos eventos que sucedidos no primeiro longa, um novo blade runner descobre um bombástico segredo que pode mudar os rumos da humanidade e para solucioná-lo, ele inicia uma busca a Rick Deckard que está desaparecido por todo este tempo.
O longa é dirigido pelo ótimo Denis Villeneuve que vem provando ser a cada trabalho, um dos diretores mais completos da atualidade.

PRÓS: É muito difícil para qualquer continuação manter-se relevante e independente de sua obra original, ainda mais quando se trata de um clássico, como é o caso aqui. Mas o ótimo roteiro escrito por Hampton Fancher e Michael Green faz isso muito bem, além de outras coisas. "Blade Runner 2049" precisa da obra original para existir e respeita a atmosfera distópica e a essência do primeiro filme. Mas mostra tanta personalidade, estilo próprio e um grande senso de contextualização que em nenhum momento ele se torna dependente do "Blade Runner" de 1982. Isso acaba tornando o longa plausível para aquele espectador que deseja assisti-lo mas não viu a primeira película. Outra coisa que o roteiro faz bem é elaborar a estrutura da sua história de maneira muito rica de detalhes incluindo elementos de mistério, bons diálogos e até mesmo um quê de reflexão social.(2)
Sim, como acabei de dizer esta continuação tem sua cara e não usa a obra original como muletas para seu desenvolvimento. Mas caso tenha assistido o filme de 1982 esse longa pode se tornar uma experiência mais prazerosa, pois ele guarda algumas surpresas que certamente vão aguçar o sentimento de nostalgia sem partir para o recurso barato.(0,5)
O elenco está muito bem, obrigado! Ryan Gosling entrega uma atuação introspectiva e severamente discreta mas com uma gama imensa de sentimentos como cansaço, frustração e até mesmo, amor. Harrison Ford dá andamento ao ótimo trabalho que fez há trinta anos atrás e Jared Leto também brilha quando está em cena, mesmo que por pouco tempo. Gostaria de dar uma ressalva a respeito de Sylvia Hoek que mesmo escorregando em algumas frases de vilão genérico (culpa do roteiro e não da atriz), passa uma postura imponente e a noção de perigo real aos protagonistas.(1)
Outro ponto positivo do longa, são os seus quesitos técnicos. Há uma belíssima fotografia, uma trilha sonora que se faz presente sem ultrapassar seus limites e efeitos especiais competentes. Mas quem rouba a cena, são os espetaculares efeitos gráficos. Demonstrando uma qualidade absurda na construção de mundo, na reconstituição digital e na forma que trabalha outros elementos, esse recurso está longe de ser usado gratuitamente, sendo um dos condutores principais para o andamento da história.(2)


quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

RANKING: SESSÃO SÁBADÃO 2017

Mais um ano começou e as máquinas continuam rodando aqui no blog Eu e o Cinema! E já que estamos em 2018 resolvi entrar com o pé direito listando um ranking muito bacana para iniciar nossos trabalhos.
Em 2017, o quadro que mais bombou por aqui foi a Sessão Sábadão. Pra quem não conhece, esse espaço foi criado para que este blogger que vos fala pudesse analisar e dar notas aos filmes assistidos, tipo uma crítica mesmo. Como trata-se de um post semanal, chegamos á 57 edições só neste ano que passou. Sendo assim, nada melhor do que destacar as 10 melhores obras cinematográficas que foram analisadas dentro deste período. A ideia parece fácil, mas provavelmente seja o ranking mais criterioso já feito até hoje...
- Só foram levados em consideração os filmes postados na Sessão Sábadão em 2017.
- Para que os filmes ranqueados não fossem tão antigos, desconsiderei os longas com data de lançamento anteriores á 2017 (foram 30 edições ao todo).
- As notas dadas para cada filme na ocasião foram relevantes mas não determinantes para posicioná-los no ranking (sendo assim, pode acontecer de um filme nota 8,5 ficar melhor posicionado do que um 9 ou 9,5).
- Para cada filme listado haverá um link da análise e um breve resumo do diagnóstico do mesmo.
Creio que é isso. Vamos pra lista...



10º) IT: A Coisa


IT: O assustador palhaço Pennywise
Edição: 79ª
Nota: 8
Link do Post: It - A Coisa
"...Com um roteiro bem elaborado, uma atmosfera de tensão e horror bem trabalhada e um vilão, no mínimo, marcante, "It: A Coisa" já pode se considerar um dos melhores filmes do gênero de 2017 e a obra cinematográfica definitiva do palhaço Pennywise..."


domingo, 31 de dezembro de 2017

SESSÃO SÁBADÃO - #89ª EDIÇÃO

Enfim chegamos ao último Sessão Sábadão de 2017!!! Você já deve estar se preparando para pular as sete ondas comendo lentilha na virada do ano de logo mais, não é mesmo? Mas antes disso, nada melhor do que curtir a nossa mais nova análise que hoje está especial. Afinal, irei passar as minhas impressões sobre um dos filmes mais esperados e comentado dos últimos tempos: "Liga da Justiça".
Sem mais delongas, vamos ao que interessa...


Liga da Justiça - 2017

Elenco: Ben Affleck, Gal Gadot, Ezra Miller, Jason Momoa, Ray Fisher, Henry Cavill, Ciarán Hinds, Jeremy Irons, Amy Adams, Diane Lane, Joe Morton, Robin Wright, Billy Crudup e J.K. Simmons.


SOBRE O FILME:
Após os eventos relatados nos filmes anteriores, Bruce Wayne, o alter ego do Batman, decide recrutar outros heróis para unirem forças contra uma nova ameaça que planeja destruir/controlar o mundo.
A direção fica por conta de Zack Snyder, um dos nomes mais fortes do universo cinematográfico da DC na atualidade.

PRÓS: Para iniciar as críticas positivas dessa produção cinematográfica, vou salientar o quesito que se tornou um dos mais importantes para filmes deste gênero: os efeitos de computação gráfica. Aqui não temos o exemplo de melhores efeitos visuais de todos os tempos, ele até incomodo em alguns momentos principalmente quando se trata da construção do personagem Cyborg. Mas no âmbito geral trata-se de um recurso muito bem executado e bem utilizado. Vale citar outros quesitos técnicos como a ótima fotografia, uma trilha sonora funcional e uma edição bastante dinâmica.(1)
Mesmo que a DC tenha se estabelecido como um universo mais sério e sombrio, o longa consegue entregar um humor pontual, principalmente quando o personagem do Flash está em cena. Outro que conseguiu brilhar nesse setor é o personagem do Batman, que mesmo protagonizando piadas bem mais sutis, me conseguiu fazer rir em alguns momentos e ajuda a desconstruir a personalidade sisuda e pesada do cavaleiro das trevas de maneira fluida.(0,5)
No elenco os destaques vão para Ezra Miller, Ben Affleck e Jason Momoa. O primeiro é carismático e tem os momentos mais divertidos da película. Ben Affleck mantém a boa atuação e equilíbrio que tinha encontrado em "Batman vs Superman: A Origem da Justiça" de 2016 e Momoa conseguiu injetar personalidade ao seu Aquaman me deixando curioso por um possível filme solo deste personagem.(1)
A química entre eles também é outro ponto positivo da obra. Em termos de comparação, não se equivale a mesma química dos heróis de "Os Vingadores" por exemplo, mas se trata de um grupo envolvido que contém bons momentos juntos.(1)
Outro acerto de "Liga da Justiça" são as suas sequencias de ação. Com cenas de luta bem empolgantes e coreografadas, o destaque vai para a batalha final que não faz feio e supera as expectativas que foram criadas no decorrer do longa.(1,5)


sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

RETROSPECTIVA 2017

Há quase um ano atrás, este blog postava uma matéria ressaltando os melhores e piores momentos de 2016 no universo cinematográfico. Doze meses se passaram e estamos aqui novamente para fazer a mesma coisa. Dessa vez, destacaremos os pontos mais relevantes da sétima arte que rolou em  2017. Quer se lembrar do que aconteceu ao longo deste ano? Então vem comigo e segue a leitura...



Maior Bilheteria



Em um ano aonde a Marvel e a DC abarrotaram os cinemas com lançamentos quase que incessantes de filmes sobre os super-heróis, a maior bilheteria do ano ficou com a adaptação live-action do clássico infantil "A Bela e a Fera". Lançado no início do mês de março, o longa protagonizado por Emma Watson arrecadou mais de U$ 1.2 bilhões de dólares na bilheteria do mundo todo. Aqui no Brasil, a película ficou somente atrás da oitava continuação da infame franquia "Velozes & Furiosos".
No top 5 dos filmes mais assistidos nos cinemas em 2017 também estão "Meu Malvado Favorito 3", "Homem Aranha: De Volta ao Lar" e "Wolf Warriors 2".

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

COLETÂNEA: DENZEL WASHINGTON

Últimos dias para 2017 chegar ao fim e as máquinas estarão á todo vapor aqui no blog "Eu e o Cinema". E para iniciar os trabalhos pré-reveillón, nada melhor do que a coletânea derradeira deste ano que se vai. Sendo assim, para fechar o quadro com chave de ouro, listaremos os sete filmes mais importantes da carreira de um dos atores mais importantes da sétima arte: o magnífico Denzel Washington! Curtiu? Então segue a leitura para conhecer um pouco mais desse grande nome dos cinemas...






segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

SESSÃO SÁBADÃO - #88ª EDIÇÃO

Antes de mais nada, este blogger que vos fala gostaria de desejar um feliz natal para você, caro amigo e amiga internauta que ama o cinema e sempre passa por aqui deixando sua visualização. Como um singelo mas sincero presente de Natal, teremos a octogésima oitava edição da Sessão Sábadão. Dessa vez, analisaremos uma das produções Netflix mais esperadas do ano: "Bright", ação de ficção científica protagonizado por Will Smith e Joel Edgerton. Sendo assim, vamos ao que interessa e um feliz natal!

Bright - 2017

Elenco: Will Smith, Joel Edgerton, Lucy Fry, Noomi Rapace, Edgar Ramirez, Alex Meraz e Ike Barinholtz.


SOBRE O FILME:
Dirigido por David Ayer (mesmo diretor de "Corações de Ferro" de 2014 e "Esquadrão Suicida" de 2016), "Bright" se passa em um mundo utópico ou distópico povoado por humanos, orcs, elfos, fadas e afins, e acompanha dois policiais de raças distintas que precisam proteger a única testemunha de um crime envolvendo uma varinha mágica de poderes fenomenais. 
O longa é uma produção original Netflix e foi inserido no catálogo do site no último dia 22.

PRÓS: Um dos principais chamariz de público da produção é a presença do astro hollywoodiano Will Smith no elenco como um dos protagonistas do longa. E toda a expectativa criada em cima do ator é suprida devido a uma atuação pontual e competente. Will Smith compreende o seu papel e entrega uma personalidade pragmática bastante condizente ao seu personagem. O mesmo pode ser dito sobre Joel Edgerton, que mesmo coberto por uma pesada maquiagem consegue extrair sentimentos muito verdadeiros em sua interpretação. Vale ressaltar a química entre os dois que funciona bastante tanto nos diálogos, nos momentos de ação e até mesmo no humor implícito do roteiro.(1)
Falando em maquiagem, isso nos leva a um outro ponto positivo do longa: os quesitos técnicos. Fora esse ótimo recurso, a obra contém uma bela fotografia, uma edição muito bem montada, bons efeitos especiais e incríveis efeitos gráficos e visuais.(0,5)
"Bright" tem um problema sério de contextualização e construção de mundo (falaremos disso mais tarde), mesmo assim ele consegue transitar dentro da sua própria bagunça encontrando fluidez e dinamismo na maneira que desenrola o seu enredo.(1)
A partir do primeiro tiroteio do filme a ação não para mais. Com sequencias de ação que trazem ótimas cenas de perseguição, cenas de luta, todas envolvidas por muitos tiros e explosões, o longa recebe bastante dose de adrenalina e acaba se tornando uma experiência divertida ao espectador.(1)
O roteiro contém uma crítica social sobre racismo e até chega a explorar esse assunto em alguns momentos, mas isso é dito de forma vaga e pouco satisfatória. Mesmo assim, o registro é válido.(0.5)