domingo, 10 de setembro de 2017

SESSÃO SÁBADÃO - #73ª EDIÇÃO

Mais uma semana prestes a se iniciar e o blog Eu e o Cinema está preparada para mais uma edição da Sessão Sábadão! O filme desse domingo é a comédia "A Noite É Delas", lançada neste ano e protagonizada por Scarlett Johansson. Quer saber qual foi o diagnóstico para este longa, então segue a leitura...


A Noite É Delas - 2017

Elenco: Scarlett Johansson, Jillian Bell, Kate McKinnon, Zoë Kravitz, Ilana Glazer, Paul W. Downs, Ryan Cooper, Demi Moore e Ty Burrell.


SOBRE O FILME:
Nessa comédia para maiores de 16 anos, Jess é uma candidata ao senado que está prestes a se casar. Para comemorar a despedida de solteiro, ela se encontra com suas antigas e melhores amigas para uma noite de festas em Miami, mas as coisas fogem do controle completamente quando matam um stripper por acidente.
Se trata do primeiro longa dirigido pela cineasta Lucia Aniello e recentemente chegou ao Brasil diretamente em DVD devido ao fracasso de público nos Estados Unidos.

PRÓS: Uma grande parte da prosperidade de uma comédia está empenhada ao seu elenco. Se os atores que conduzem a história não estiverem afiados, dificilmente a obra se sairá bem. As atrizes que carregam "A Noite É Delas" estão longa de formar uma espécie de Monty Python feminino mas não fazem feio. Todas estão muito a vontade em seus papéis e o roteiro trabalha de uma maneira em que todas possam ter o seu momento com performances satisfatoriamente cômicas. Destaco Scarlett Johansson que está bem e encontra o timing e fluidez necessárias para a sua atuação e também Kate McKinnon, que mesmo interpretando uma versão exagerada e quase ofensiva do povo australiano, é a mais engraçada do grupo pois se sobressai tanto nas piadas situacionais quanto nas piadas físicas.(1)
Em meio a tanta apelação e falta de sutileza o roteiro contém algumas sacadas satíricas bem bacanas e até um quê de crítica social. Um exemplo bacana é como o filme trabalha o circulo de amizade entre as meninas e o circulo de amizade do noivo da personagem principal. A inversão que ele propõe funciona e foge, mesmo que momentaneamente, da previsibilidade dos gêneros.(0,5)
O segundo ato de "A Noite É Delas" é sem dúvidas o melhor momento da obra, pois é justamente aí que o humor se instala de maneira mais convicta e consegue transitar com bastante fluência entre todas as suas variações.(1)


quarta-feira, 6 de setembro de 2017

GRANDES FILMES COM CRÍTICAS NEGATIVAS

Assim como todos os setores culturais da vida, a sétima arte também contém clássicos intocáveis que fizeram história e marcaram uma multidão. Mas como nada no mundo é unânime, aquilo que é maravilhoso para uns pode não ser para outros. E mesmo que pareça improvável, esse fenômeno chegou a afetar grandes obras cinematográficas. Sendo assim, este blogger que vos fala resolveu listar alguns exemplos de filmes que receberam críticas negativas antes de se tornarem adorados até por aqueles que os criticaram.


Um Sonho de Liberdade (1994)



Poderoso drama penitenciário, "Um Sonho de Liberdade" concorreu a várias indicações ao Oscar incluindo a categoria de "Melhor Filme" e entrou para a lista de melhores filmes americanos da história segundo a AFI (American Film Institute). Entretanto, na época que foi lançado o filme encarou críticas nada amistosas. O jornal Los Angeles Times teve a pachorra de dizer que o longa "passava a impressão de que a vida na prisão era mais doce e gentil do que a nossa vida fora dela" e a Slant Magazine pegou uma linha parecida dizendo que "o filme parecia mais uma comédia bromance do que um drama".

domingo, 3 de setembro de 2017

SESSÃO SÁBADÃO - #72ª EDIÇÃO

Domingão na área e lá vamos nós com mais uma edição da Sessão Sábadão. Nessa semana iremos analisar a continuação de um dos maiores clássicos cults dos anos 90: "T2 Trainspotting". Será que esse é tão bom ou melhor do que o filme original? Será que esse também se tornará um dos melhores filmes independentes da sétima arte? Cada um tem sua opinião.. mas se acaso quer saber a opinião deste blogger que vos fala, então só segue a leitura...

T2 Trainspotting - 2017

Elenco: Ewan McGregor, Jonny Lee Miller, Robert Carlyle, Ewen Bremner, Anjela Nedyalkova, Pauline Turner, Scot Grenan e Kelly Macdonald.


SOBRE O FILME:
Passado mais de vinte anos dos eventos contados no primeiro filme, Mark Renton volta a cidade de Edimburgo e encontra os amigos Spud e Sick Boy que o força a confrontar o seu passado nebuloso marcado pelo excessivo uso de drogas e uma traição. Em meio a isso, ele deve manter-se longe de Begbie, um antigo conhecido que lhe jurou vingança. 
Essa continuação foi dirigida por Danny Boyle, o mesmo cineasta que esteve a frente de "Trainspotting", longa original lançado em 1996.

PRÓS: Uma das coisas que mais impressionou a crítica publica e especializada na época em que o primeiro "Trainspotting" foi lançado, é a autenticidade de como toda a atmosfera destes personagens foi montada. Recursos como a edição, o jogo de câmeras, a montagem de imagens, a estrutura do roteiro, tudo isso trouxe novidade e injetou jovialidade ao cenário cinematográfico. Com a chegada de "T2 Trainspotting" vinte anos depois, Danny Boyle conseguiu recuperar a essência deste universo com muita competência e manteve a mesma atmosfera jovial sem deixar de atualizá-la para dias atuais.(1,5)
Mesmo que idêntico ao longa original, os quesitos técnicos são muito bons. Destaque para a ótima trilha sonora que carrega algumas sequências de maneira poderosamente eficaz.(1)
O elenco em geral está muito bem obrigado! Cada um conhece bem o seu papel na história e a química entre eles ainda funciona perfeitamente. Neste setor, destaco Ewen Bremner que recebeu mais material pra trabalhar e o faz muito bem e Robert Carlyle, que consegue dar camadas a um personagem quase unidimensional.(1)
Por fim, o roteiro deste filme é muito bem trabalhado e contém ótimos diálogos carregados de crueza, realismo, rancor, naturalidade e até mesmo insanidade. Mesmo caindo em armadilhas como redundâncias e conveniências, a história funciona e tem algo relativamente novo pra contar.(1)


terça-feira, 29 de agosto de 2017

HOLLYWOOD EM DÉCADAS - BLOCKBUSTERS

O termo blockbuster, que em bom e claro português significa "arrasa-quarteirão", começou a ser usado para filmes em meados da década de 70 para elucidar aquelas produções que tinham potencial para se tornarem grandiosos sucessos de bilheteria. Mas antes que ganhassem um nome, esse tipo de filme movimenta Hollywood desde as épocas mais românticas. Sendo assim, o "Eu e o Cinema" resolveu listar os principais blockbusters nas décadas de 50 até hoje. Então se ajeite no seu assento e vamos viajar no tempo...


Década de 50

Ben-Hur


Antes de embarcarmos nessa viagem, vale lembrar blockbusters de décadas anteriores que marcaram história na sétima arte. "... E o Vento Levou", "O Mágico de Oz" e a  "A Pequena Princesa" de 1939, "Casablanca" de 1942 e "Macbeth" de 1948, são apenas alguns exemplos possíveis citar. Com a chegada dos anos 50, outros grandes projetos foram lançados com o objetivo de fazer um estouro mundial, alcançando uma grande bilheteria e concorrendo a diversas premiações importantes. Este foi o caso de "O Maior Espetáculo da Terra" de 1952, "Volta ao Mundo em 80 Dias" de 1956, "A Ponte do Rio Kwai" de 1957 e "Ben-Hur" de 1959 que acabou se tornando um dos maiores longas da história da sétima arte. Naquela época, a Disney já era uma grande potência do cinema e produziu, entre outras animações, o clássico "A Dama e o Vagabundo" de 1955 que acabou alcançando a maior bilheteria da década. 



domingo, 27 de agosto de 2017

SESSÃO SÁBADÃO - #71ª EDIÇÃO

Mais um dia mundial do descanso na área e o "Eu e o Cinema" está aqui novamente para lhes presentear com mais uma análise da minha, da sua, da nossa Sessão Sábadão. Na edição de hoje, vamos de filme nacional: "Bingo: O Rei das Manhãs" é o escolhido da vez. Sendo assim, vamos logo ao que interessa...


Bingo: O Rei das Manhãs - 2017

Elenco: Vladimir Brichta, Leandra Leal, Cauã Martins, Ana Lúcia Torres, Augusto Madeira, Soren Hellerup, Tainá Müller, Emanuelle Araújo e Pedro Bial.


SOBRE O FILME:
Primeiro longa dirigido por Daniel Rezende (conhecido pelo seu trabalho de edição em "Cidade de Deus" que lhe rendeu um prêmio BAFTA e uma indicação ao Oscar), "Bingo: O Rei das Manhãs" é inspirado em Arlindo Barreto, um dos principais intérpretes do palhaço Bozo que fez muito sucesso na década de 80 na SBT.
Augusto Mendes, interpretado por Vladimir Brichta, é um ator de pornochanchadas que acaba se tornando o intérprete do palhaço Bingo. Com muita inspiração, improvisação e whiskey, o seu programa acaba alcançando sucesso nacional desbancando grandes potências da TV brasileira. Com a ascensão, vem também a frustração de não ser reconhecido pois sua identidade deve se manter em sigilo contratual. Esse fato acaba desencadeando experiências com drogas, alcoolismo e um comportamento relapso no relacionamento com seu filho.

PRÓS: Já assisti muitos filmes que fizeram um ótimo trabalho de construção de época e conseguiram me inserir para dentro do seu cenário, mas poucos fizeram isso tão bem quanto a este aqui. A maquiagem, o figurino, a trilhas sonora que contém clássicos como "Humanos" da banda Tokyo e "Serão Extra" de Dr. Silvana e CIA, e a construção de mundo transformam "Bingo: O Rei das Manhãs" em um mergulho aos anos 80, trazendo nostalgia e familiaridade pra quem viveu aquela época e servindo como uma espécie de máquina do tempo para aqueles que nasceram tempos depois.(2)
Como se sabe, Daniel Rezende tem uma vasta carreira como editor de cinema. No seu primeiro longa como diretor ele consegue unir o útil ao agradável juntando talento e objetividade, pois o seu ótimo trabalho de edição acaba acrescentando dinâmica e personalidade a sua direção.(1)
No quesito atuação, o elenco principal faz um ótimo trabalho. Tainá Müller, Augusto Madeira, Ana Lúcia Torre, Cauã Martins e Leandra Leal conseguem brilhar quando solicitados e conseguem passar a essência exata de seus respectivos personagens (principalmente no caso de Leandra Leal). Mas o filme é todo de Vladimir Brichta! O ator parece ter nascido para encarnar este papel e consegue dar peso interpretativo a todas as camadas de seu Bingo. A sua atuação é recheada de humor, sarcasmo, ternura mais ao mesmo tempo tem tensão, inescrupulosidade, frustração e insanidade. Todas as sensações em uma dosagem mais que correta.(2)
Há quem diga que a estrutura narrativa do filme seja um tanto quanto episódica. Eu não descordo dessa colocação mas pelo menos sua estrutura é feita de maneira muito natural e crível. Todos os fatos de seu personagem principal é bem explorado (com exceção de seu ato conclusivo, mas falaremos disso mais tarde) e mantém uma linha muito coerente entre a ascensão, sucesso, declínio e redenção do mesmo.(1)


quarta-feira, 23 de agosto de 2017

COLETÂNEA: JULIETTE LEWIS

Personalidade... Essa é a palavra que melhor define Juliette Lewis. Talentosa e com uma linha de atuação única, a atriz formou uma vasta e respeitosa carreira cinematográfica tendo maior destaque nos anos 90. Ao mesmo tempo que bela e doce, é selvagem e intensa, ao mesmo tempo que passa delicadeza, é uma mulher repleta de atitude. Não tem jeito, depois de tanta rasgação de seda não há outro jeito que não seja trazer os sete principais filmes da carreira desse furacão chamado Juliette Lewis na coletânea desse mês.



domingo, 20 de agosto de 2017

SESSÃO SÁBADÃO - #70ª EDIÇÃO

Mais um domingo que chega e com ele a chuva e a septuagésima edição da Sessão Sábadão. Dessa vez analisaremos "Power Rangers - O Filme", longa lançado em 2017 e é baseado na série de TV que fez grande sucesso nos anos 90. Então se você acredita que os Power Rangers tem a força e que os Power Rangers são heróis, a crítica de hoje é pra você!

Power Rangers - O Filme - 2017

Elenco: Dacre Montgomery, Naomi Scott, RJ Cyler, Ludi Lin, Becky G, Elizabeth Banks, Bryan Cranston, Bill Hader e David Denham.


SOBRE O FILME:
Moradores de uma pacata cidade chamada Alameda dos Anjos, cinco adolescentes transgressores acabam se conhecendo por compartilharem um evento bastante incomum. Devido a este acontecimento, eles descobrem que foram escolhidos pelo destino para serem poderosos guerreiros que devem proteger a Terra do poder maligno de Rita Repulsa, uma cruel alienígena que tem como objetivo encontrar o Cristal Zeo e dominar o planeta.
Este é o segundo longa dirigido pelo cineasta sul africano Dean Israelite.

PRÓS: O primeiro ato, sem dúvida, é o melhor momento de "Power Rangers - O Filme". Construindo uma introdução bem fluída, dinâmica e com uma abordagem um pouco mais realista, o começo do longa consegue apresentar a maioria dos seus personagens de maneira bem competente e inserir o espectador no universo que ele deseja passar, se distanciando bem da atmosfera que a série de TV mantinha.(1,5)
Os quesitos técnicos se tornam outro grande trunfo dessa produção. Destaque para a edição que brilha em vários momentos e para os efeitos gráficos que são de altíssima qualidade contribuindo imensamente para as cenas de batalha, que por sua vez, são muito envolventes e divertidas.(1,5) 
Gostei bastante da diversidade que o filme propõe ao seus personagens. A escolha física dos atores foge dos padrões hollywoodianos (até uma certa instância) e resulta em situações divertidas envolvendo as cores das armaduras. No quesito atuação, o elenco vai bem de uma forma geral. Mesmo que um ou outro escorregue devido a falta de material ou limitação de talento, ninguém escorrega ao ponto de comprometer o resultado final da obra.(0,5)
Visualmente falando, os Power Rangers estão bem mais bacanas! Suas armaduras tem um design mais rebuscado e ao mesmo tempo mais crível. Você olha para eles e acredita que são heróis usando artefatos eletrônicos de alta tecnologia vindos de uma outra dimensão.(0,5)