quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

RANKING: MELHORES ATUAÇÕES FEMININAS VENCEDORAS DE OSCAR

Já que o mês de fevereiro será totalmente voltado ao Oscar, melhor ir aquecendo os motores com um ranking bem bacana listando as melhores performances femininas a ganhar uma estatueta na história da premiação. Então sem mais delongas, vamos ao que interessa, mas não antes de citar os critérios que foram usados para elencar mais um tópico... Segue o jogo:
- Só foram levados em consideração atuações que concorreram e levaram o Oscar pra casa. As performances que apenas concorreram foram descartadas.
- Para deixar o ranking mais fechadinho, foquei apenas na categoria de "Melhor Atriz" e não na de "Melhor Atriz Coadjuvante".
- Foram 10 atrizes listadas (uma para cada posição) para que não houvesse nomes repetidos tornando o ranking mais diversificado.
- Só ranqueei filmes que assisti e a posição de cada atriz na lista vai de acordo unicamente e exclusivamente com a opinião deste blogger que vos fala.
Vale lembrar que o ano da cerimônia equivale ao ano posterior do lançamento do filme.
Sendo assim, vamos aos nomes....


10º) Frances McDormand (Fargo - Oscar 1997)



Vamos iniciar o ranking com uma das vencedoras mais inesperadas do Oscar. A interpretação de Francis McDormand por "Fargo" não era a favorita para levar o Oscar já que Emily Watson concorria com uma atuação mais impactante por "Ondas do Destino". Mas devido ao carisma e a peculiaridade de sua performance, não tem como dizer que foi uma injustiça. No filme, Francis deu vida a Marge Gunderson, uma chefe de polícia grávida que precisa descobrir os detalhes de um crime armado que abalou a pequena cidade de Fargo na Dakota do Norte. Aliando sagacidade e ingenuidade na construção da sua personagem, a atriz conseguiu agradar a Academia com um dos melhores trabalhos femininos da história.


domingo, 4 de fevereiro de 2018

SESSÃO SÁBADÃO - #94ª EDIÇÃO

Conforme o combinado, vamos a segunda Sessão Sábadão deste final de semana para quitar a ausência do último domingo. Dessa forma chegamos a nonagésima quarta edição do nosso quadro assim como deveria ser. O filme a ser analisado é o drama familiar "Extraordinário" que foi lançado no finalzinho de 2017. Então prepara seu capacete de astronauta e sua coragem de enfrentar o mundo e vamos nessa...


Extraordinário - 2017

Elenco: Jacob Tremblay, Julia Roberts, Izabela Vidovic, Owen Wilson, Noah Jupe, Bryce Gheisar, Mandy Patinkin, Danielle Rose Russell, Millie Davis, Daveed Diggs, Nadji Jeter, Elle McKinnon e Sônia Braga.


SOBRE O FILME:
Dirigido pelo cineasta americano Stephen Chbosky (o mesmo que dirigiu "As Vantagens de Ser Invisível" de 2012), "Extraordinário" acompanha a história de August "Auggie" Pullman, um garotinho que nasceu com uma deformidade facial e teve que passar por 27 cirurgias o deixando com o rosto marcado e incomum. Ao completar 10 anos, seus pais decidem que é a hora de estudar em um colégio regular, como qualquer outra criança, e encarar as dificuldades que o esperam no mundo lá fora.
O longa é baseado no livro de mesmo nome escrito por R.J. Palacio e lançado em 2012.

PRÓS: Já de cara, vale iniciar os pontos positivos desse longa pelo seus competentes quesitos técnicos. A produção contém uma bela fotografia, uma edição bem montada, uma trilha sonora imersiva e transparente, fora o excelente trabalho de maquiagem que se torna determinante na composição do personagem Auggie e não se torna um empecilho para a interpretação.(0,5)
Por falar em interpretação, todos aqui estão muito bem e merecem ser ressaltados. Owen Wilson faz um bom trabalho aqui, mesmo entregando uma interpretação que não foge de nada que ele já não tenha feito anteriormente (me lembrou muito sua performance em "Marley & Eu" de 2008), gostei bastante das atuações dos atores mirins Noah Jupe, Millie Davis e Bryce Gheisar e da fraternidade genuína que Mandy Patinkin consegue transpassar apenas com o olhar. Mas o destaque deste quesito vai para Jacob Tremblay (que brilha ao transpassar toda a essência e as camadas de um personagem extremamente complexo), Izabela Vidovic (que tem uma das subtramas mais interessantes do longa e consegue segurar a onda com muita destreza) e Julia Roberts (que entrega muita bondade, verdade e maternidade em sua atuação).(1,5)
Sim, "Extraordinário" contém diálogos repletos de frases de efeito, falácias prontas e conversações sentimentalistas e um pouco expositivas. Mas a maneira que o roteiro os inserem na história acaba os tornando fluidos e na maioria das vezes, atinge o seu objetivo passando a mensagem desejada. Como se trata de um feito difícil de se conquistar, ponto para o filme.(0,5)
Uma das frases do longa diziam: "Auggie, nem tudo no mundo é sobre você!" e é justamente isso que o filme faz, e faz bem! O roteiro explora as subtramas dos personagens que rodeiam o protagonista de forma competente e satisfatória. Desta maneira a história ganha conteúdo, pois é possível que o espectador veja, reflita e entenda os pontos de vista de seus amigos, parentes e até dos seus inimigos, mesmo que não concorde com eles.(1,5)


sábado, 3 de fevereiro de 2018

SESSÃO SÁBADÃO - #93ª EDIÇÃO

Já que Janeiro foi um mês tão corrido a ponto do blog falhar com os seus compromissos e ter deixado de postar a nonagésima terceira edição da Sessão Sábadão no último domingo, fevereiro será o mês para recompensar essas falhas. Sendo assim, além de uma crítica , postaremos duas Sessões Sábadões (???) neste fim de semana. Uma crítica hoje e outra amanhã. Então sem mais delongas, vamos logo ao que interessa quitando a dívida que o "Eu e o Cinema" tem com vocês, caros cinéfilos internautas...

Thor: Ragnarok - 2017

Elenco: Chris Hemsworth, Tom Hiddlestom, Cate Blanchett, Mark Ruffalo, Tessa Thompson, Jeff Goldblum, Taika Waititi, Karl Urban, Anthony Hopkins e Idris Elba.


SOBRE O FILME:
Terceiro filme da franquia sobre o deus do trovão, "Thor: Ragnarok" acompanha o personagem título na batalha para salvar Asgard, sua terra natal, das garras de uma deusa maligna e poderosa chamada Hela que planeja conquistar o universo. Para isso, ele precisa recrutar ajuda de antigos e novos aliados para ganhar forças na luta contra a extinção do seu povo.
O longa foi dirigido pelo neozelandês Taika Waititi, que também atuou dando voz a um dos personagens. Seus trabalhos de maior destaque foram as comédias "What We Do in the Shadows" de 2014 e "Hunt for the Wilderpeople" de 2016.

PRÓS: Hoje em dia é impossível se fazer um filme de super herói sem que se tenha ótimos efeitos visuais. Quanto melhor o recurso, mais a filme tem a ganhar. E este é um dos principais pontos positivos de "Thor: Ragnarok". Muito bem desenvolvidos e minuciosamente elaborados, a computação gráfica funciona de tal maneira que se torna responsável por 80% da condução da história. Sem ela, essa obra não existiria.
Vale ressaltar outros recursos técnicos que se destacam aqui, como por exemplo o belo trabalho de figurino, fotografia, edição e uma trilha sonora que injeta vivacidade e personalidade a trama.(1)
Um fator que faz diversos pontos nesta obra é o seu roteiro. Inspirado, o enredo consegue acertar em diversos pontos. O seu acerto primordial é o tom que ele adota para contar a história. Não se trata de um filme de super heróis com piadinhas incessantes, mas sim de uma comédia genuína que tem como protagonista um super herói. Mesmo que arriscado, o elemento cômico funciona muito bem pois consegue trabalhar humor físico, sarcástico e até o auto deboche, sem ferir o universo que ele está situado. Desta maneira, a película consegue transitar entre os gêneros com muita naturalidade.(1,5)
Outro acerto do roteiro é a capacidade de trabalhar a maioria de seus personagens de maneira satisfatória. Mesmo sendo muitos, a história consegue transpassar a essência de quase todos os seus personagens e consegue fugir da unidimensionalidade, ou seja, o espectador consegue entender melhor as suas motivações pois a trama consegue explora-los decentemente.(1)
No elenco, todos divertem e parecem se divertir. Os destaques vão para Chris Hemsworth que interpreta um Thor mais onipotente do que das outras vezes e ao mesmo tempo ingênuo e desajeitado, Tom Hiddlestom e seu incorrigível Loki, Mark Ruffalo que me fez querer ver mais dr. Banner e menos Hulk, Tessa Thompson que devido ao seu carisma e personalidade me fez pensar que um filme sobre a guerreira Valquíria não seria uma má ideia, Taika Waititi que com um excelente trabalho de voz deu vida a um dos personagens mais bacanas do filme, e por fim Cate Blanchett que com seu talento e presença conseguiu entregar um dos melhores vilões do universo Marvel desde "Os Vingadores" de 2012.(1)
"Thor: Ragnarok" também se sai muito bem nas sequencias de ação e nas cenas de batalha. Uma delas por sinal, possivelmente entrou para o hall de lutas memoráveis deste gênero cinematográfico.(0,5)


quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

COLETÂNEA: PHILLIP SEYMOUR HOFFMAN

O primeiro mês do ano de 2018 já acabou e blog passou por um dos períodos menos produtivos desde que foi reativado. Para retomarmos nossas atividades á todo vapor vamos listar os sete filmes mais importantes da excelente filmografia do saudoso (e ultra talentoso) Phillip Seymour Hoffman. 
Já que queremos começar o ano bem, vamos fazer da melhor maneira possível!





domingo, 21 de janeiro de 2018

SESSÃO SÁBADÃO - #92ª EDIÇÃO

Mais uma semana que se foi e outra logo recomeça. E junto com ela vem também mais uma edição da Sessão Sábadão. Nesta nonagésima segunda edição vamos falar de um filme que foi originalmente lançado em 2016 mas chegou aqui em meados do ano passado direto em DVD se mantendo desapercebido por muita gente. Estou falando da comédia policial "Free Fire". Então prepare sua escopeta, sua metralhadora ou seu revólver calibre 38 e vamos a análise:


Free Fire - 2016

Elenco: Brie Larson, Armie Hammer, Cillian Murphy, Sharlto Copley, Sam Riley, Jack Reynor, Michael Smiley e Baboou Ceesay.


SOBRE O FILME:
Dirigido por Ben Wheatley e produzido por Martin Scorsese, "Free Fire" se passa em meados da década de 70 e acompanha uma noite de negociações de armas entre bandidos e traficantes localizada em um galpão abandonado. Devido a uma crescente tensão entre os negociantes e uma série de mal entendidos, um tiroteio toma conta do lugar e qualquer um se torna alvo em potencial.
Foi lançado originalmente em 2016, mas devido ao pouco apelo comercial chegou ao Brasil diretamente em DVD no último semestre de 2017.

PRÓS: Praticidade é o adjetivo que melhor se encaixa para definir esse filme. Isso porque sua tal praticidade influencia diversos fatores positivos ao decorrer da obra. Um exemplo imediato é a maneira que o roteiro estabelece a personalidade de seus personagens. Não existe evolução aqui. Cada um é o que é do inicio até o final da história. Em cima desse fator, o elenco consegue brilhar entregando de forma simples exatamente o que se espera deles. O grande destaque vai para a atuação de Sharlto Copley. Irritadiço mas ao mesmo tempo complacente, ele se torna o papel mais interessante e engraçado do longa.(0,5)
Isso nos leva ao fator humorístico que carrega a história e faz isso corretamente. Pontual, o humor do filme passeia de forma muito competente entre a comédia satírica e até mesmo na comédia física e pastelão.(1)
Um outro ponto que o roteiro faz bem em "Free Fire" é ser o mais imparcial possível quando o tiroteio se estabelece. Mesmo obtendo os personagens chamados principais, ele não toma partido da maioria deles e acaba passando a sensação de imprevisibilidade que se sustenta até o final.(1)
A praticidade, já citada anteriormente, influência também na duração do longa. Sem se estender, ele passa a sua mensagem e diverte o espectador no tempo necessário.(0,5)
Ponto positivo para seus quesitos técnicos como a fotografia, o design de som, a trilha sonora e especialmente o figurino que transmite uma noção exata da época em que a história se passa de maneira bastante convincente.(0,5)


domingo, 14 de janeiro de 2018

SESSÃO SÁBADÃO - #91ª EDIÇÃO

E cá estamos outra vez para postar mais uma edição quentinha da Sessão Sábadão. E sem mais delongas já vamos a nossa análise da semana que fica por conta do mais novo filme estrelado por Jackie Chan e Pierce Brosnan: o thriller policial "O Estrangeiro". Então senta na sua cadeira preferida e tenha uma boa leitura...

O Estrangeiro - 2017

Elenco: Jackie Chan, Pierce Brosnan, Rory Fleck Byrne, Orla Brady, Charlie Murphy, Ray Fearon, Dermot Crawley, Caolan Byrne, Rufus Jones e Katie Leung.


SOBRE O FILME:
Após perder sua filha em um atentado terrorista motivado por um grupo político irlandês, um comerciante chinês começa a viver exclusivamente para se vingar das pessoas que estão por trás disso. Para encontra-los ele vai precisar da ajuda de um importante ministro que tem seu passado relacionado a este exército.
O filme é realizado por Martin Campbell, diretor que tem uma vasta carreira no gênero de ação sendo responsável por bons longas como "007 - Cassino Royale" de 2006, e outras nem tão boas assim como "Lanterna Verde" de 2011.

PRÓS: Uma coisa que o roteiro desta obra faz bem é entregar mais daquilo que se espera. Não se trata apenas de uma história de vingança e perseguição rodeada de explosões, lutas e tiroteio, o filme tem um pouco mais a oferecer. Com uma trama política tensa, fluida e muito bem amarrada, a trama consegue andar por lugares mais densos do que a sua premissa propõe. Claro que a graça do filme está na porradaria e nas acrobacias protagonizadas por Jackie Chan, mas o seu enredo é tão bem elaborado que ele acaba funcionando mesmo quando o astro não está em cena.(1,5)
No quesito atuação, também temos um resultado maior do que esperávamos. Mesmo aos 63 anos de idade, Jackie Chan continua mandando muito bem nas sequências de ação e de luta. As batalhas corporais são muito bem coreografadas e continuam impressionando. No quesito interpretativo, ele dá um outro show. Entregando um personagem sofrido, genuinamente triste e sem nenhum tipo de esperanças para se segurar, o ator segura as pontas no teor dramático e se sai extremamente bem. O mesmo pode-se dizer de Pierce Brosnan, que também carrega o filme nas costas quando o enredo investe o seu tempo no teor mais burocrático da trama.(1)
Por falar em luta, esse acaba se tornando o principal ponto positivo de "O Estrangeiro". Com sequencias extremamente empolgantes e explosivas graças a performance do seu protagonistas e os ótimos recursos técnicos, são nestes momentos aonde o longa cresce e realmente mostra pra que veio.(2)


domingo, 7 de janeiro de 2018

SESSÃO SÁBADÃO - #90ª EDIÇÃO

Primeira Sessão Sábadão de 2018... êêêêêêêê!!! E coincidentemente abrimos este ano com a nonagésima edição do quadro mais amado desse blog. E para comemorar com estilo, vamos analisar "Blade Runner 2049" a continuação do grande filme lançado há mais de trinta anos atrás. Ficou bom? Não? Pega sua cadeira e seu robô replicante e vamos que vamos para mais uma leitura...

Blade Runner 2049 - 2017

Elenco: Ryan Gosling, Harrison Ford, Ana de Armas, Jared Leto, Sylvia Hoeks, Robin Wright, Mackenzie Davis, Carla Juri, Dave Bautista e Barkhadi Abdi.


SOBRE O FILME:
Passado em 2049, trinta anos depois dos eventos que sucedidos no primeiro longa, um novo blade runner descobre um bombástico segredo que pode mudar os rumos da humanidade e para solucioná-lo, ele inicia uma busca a Rick Deckard que está desaparecido por todo este tempo.
O longa é dirigido pelo ótimo Denis Villeneuve que vem provando ser a cada trabalho, um dos diretores mais completos da atualidade.

PRÓS: É muito difícil para qualquer continuação manter-se relevante e independente de sua obra original, ainda mais quando se trata de um clássico, como é o caso aqui. Mas o ótimo roteiro escrito por Hampton Fancher e Michael Green faz isso muito bem, além de outras coisas. "Blade Runner 2049" precisa da obra original para existir e respeita a atmosfera distópica e a essência do primeiro filme. Mas mostra tanta personalidade, estilo próprio e um grande senso de contextualização que em nenhum momento ele se torna dependente do "Blade Runner" de 1982. Isso acaba tornando o longa plausível para aquele espectador que deseja assisti-lo mas não viu a primeira película. Outra coisa que o roteiro faz bem é elaborar a estrutura da sua história de maneira muito rica de detalhes incluindo elementos de mistério, bons diálogos e até mesmo um quê de reflexão social.(2)
Sim, como acabei de dizer esta continuação tem sua cara e não usa a obra original como muletas para seu desenvolvimento. Mas caso tenha assistido o filme de 1982 esse longa pode se tornar uma experiência mais prazerosa, pois ele guarda algumas surpresas que certamente vão aguçar o sentimento de nostalgia sem partir para o recurso barato.(0,5)
O elenco está muito bem, obrigado! Ryan Gosling entrega uma atuação introspectiva e severamente discreta mas com uma gama imensa de sentimentos como cansaço, frustração e até mesmo, amor. Harrison Ford dá andamento ao ótimo trabalho que fez há trinta anos atrás e Jared Leto também brilha quando está em cena, mesmo que por pouco tempo. Gostaria de dar uma ressalva a respeito de Sylvia Hoek que mesmo escorregando em algumas frases de vilão genérico (culpa do roteiro e não da atriz), passa uma postura imponente e a noção de perigo real aos protagonistas.(1)
Outro ponto positivo do longa, são os seus quesitos técnicos. Há uma belíssima fotografia, uma trilha sonora que se faz presente sem ultrapassar seus limites e efeitos especiais competentes. Mas quem rouba a cena, são os espetaculares efeitos gráficos. Demonstrando uma qualidade absurda na construção de mundo, na reconstituição digital e na forma que trabalha outros elementos, esse recurso está longe de ser usado gratuitamente, sendo um dos condutores principais para o andamento da história.(2)