segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

OS PIORES FILMES QUE VENCERAM O OSCAR

Na semana passada, o "Eu e o Cinema" postou um ranking que trouxe os 10 melhores filmes vencedores do Oscar, segundo a opinião do blog. Porém, entretanto, nem todo filme que vence a categoria mais importante da cerimônia, é necessariamente bom! Sendo assim, resolvi listar alguns que se encaixam perfeitamente nesse quesito e tentar entender o que a Academia viu de tão especial nessas películas.
Lembrando que falaremos da qualidade dos filmes vencedores e não especificamente de injustiças. Podemos usar de exemplo a premiação de "Melhor Filme" na edição de 1980. O merecedor da estatueta naquela ocasião, foi sem dúvida o apoteótico "Apocalypse Now" dirigido por Francis Ford Coppola, porém quem levou foi o drama "Kramer versus Kramer" que também é muito bom. Sendo assim, este caso e outros parecidos, não entraram na listinha a seguir:



Crash - No Limite (Melhor Filme 2006)


Vamos começar pelo mais recente caso de filmes que não são tão bons assim, mas levaram a estatueta de melhor do ano. O drama "Crash - No Limite" não é o dos piores, ele tem os seus méritos, como por exemplo a crítica que faz contra o racismo e a ótima interpretação de alguns atores que conseguem dar uma boa dinâmica ao roteiro. Mas pensar que essa película desbancou clássicos do cinema atual como "Capote", "Boa Noite e Boa Sorte" e "O Segredo de Brokeback Mountain", é uma coisa que não encaixa na cabeça de ninguém, apenas naquelas que votaram na categoria de "Melhor Filme" no Oscar de 2006.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

SESSÃO SÁBADÃO - #39ª EDIÇÃO (ESPECIAL OSCAR 2017)

Chegamos á trigésima nona edição da Sessão Sábadão e hoje tem mais um concorrente a "Melhor Filme" do Oscar 2017. O escolhido da vez é o drama/ficção científica "A Chegada".
Sem mais enrolação, vamos a análise do dia...

A Chegada - 2016

Elenco: Amy Adams, Jeremy Renner, Forest Whitaker, Michael Stuhlbarg e Tzi Ma


NOTA (0/10): 9,5
Dirigido pelo cineasta Denis Villeneuve (o mesmo de excelentes filmes como "Suspeitos" e "O Homem Duplicado"), "A Chegada" é protagonizado por Amy Adams e conta a história de Louise Banks, uma famosa linguista que é convocada pelo governo a se tornar responsável pela comunicação entre humanos e seres extraterrestres que chegaram a Terra a pouco tempo.

PRÓS: Produções de invasão alienígena tem aos montes em Hollywood e já os vi sendo executado de várias maneiras. Mas devido ao seu roteiro minusciosamente trabalhado, "A Chegada" consegue ser totalmente original dentro desse segmento. Gosto de como o filme trabalha algumas questões, que em mãos erradas teriam se tornado um tanto quanto cafona e inverossímil. Um bom exemplo disso são os próprios extraterrestres. Achei muito interessante a maneira que são retratados e de como se comunicam. O longa consegue te passar toda a imponência e a inteligência destes seres, que te faz acreditar que se eles existem, talvez sejam parecidos com isso. Outro exemplo que demonstra muito senso de realidade é como o longa mostra a reação do mundo referente a esse acontecimento. Como as pessoas reagiriam, como a mídia reagiria, como a internet reagiria, tudo isso é mostrado de forma muito competente. Ainda falando sobre o roteiro, vale ressaltar que além de engenhoso, tem um último ato muito impactante, contendo descobertas complexas, mas muito bem amarradas, elevando o filme á um patamar acima.
No quesito atuação, uma pergunta paira sobre o ar: Porque raios Amy Adams não foi indicada na categoria de "Melhor Atriz" no Oscar desse ano? Se você não tiver ideia sobre a resposta dessa questão, contente-se com a indignação de ver uma das melhores interpretações femininas de 2016 sendo completamente esnobada pela Academia. Sucinta, mostrando muito com menos, tudo baseado em ricas expressões e gestuais limitados, a atriz dá vida á uma personagem forte, porém ciente da dor de alguns dilemas que ela precisa encarar inevitavelmente. Também gostei muito da atuação de Michael Stuhlbarg, que de uma certa forma se torna o "vilão" em algumas questões cruciais da trama. O trabalho é tão bem feito aqui, que cheguei a ter dificuldades de reconhecer o ator nos primeiros momentos. Jeremy Renner e Forest Whitaker estão competentes como sempre e acabam somando no contexto geral da obra.

domingo, 29 de janeiro de 2017

SESSÃO SÁBADÃO - #38ª EDIÇÃO (ESPECIAL OSCAR 2017)

Chegou a hora de destrinchar mais um filme concorrente do Oscar 2017. O escolhido da vez é o drama familiar "Cercas", que atualmente mudou o seu título no Brasil para "Um Limite Entre Nós"... Eu sei, bem triste né?!... Mas vamos ao que interessa.


Um Limite Entre Nós - 2016

Elenco: Denzel Washington, Viola Davis, Jovan Adepo, Stephen McKinley Henderson, Mykelti Williamson, Russell Hornsby e Saniyya Sidney

Nota (0/10): 8,5
Dirigido e protagonizado por Denzel Washington, "Um Limite Entre Nós" é baseado em uma aclamada peça teatral chamada "Fences" (nome original do filme), que foi escrita por August Wilson e foi interpretada pelo mesmo elenco do longa metragem. O enredo nos conta a história de Troy, um carregador de lixo que teve seu sonho de se tornar um grande jogador de baseball frustrado e hoje vive com Rose, sua dedicada esposa, com quem compartilha as experiências boas e ruins de se formar uma família.

PRÓS: Denzel Washington e Viola Davis!!! Não tem forma melhor para começar citando os pontos fortes desse filme que não seja enaltecendo a dupla protagonista. Com uma atuação esplendorosa, ambos conseguem elevar o nível do longa sempre quando estão em cena, seja contracenando juntos ou sozinhos. Mas depois voltamos a falar mais detalhadamente sobre esse quesito. Por agora, comentarei sobre a ótima direção de Denzel, que mesmo sendo apenas o seu terceiro trabalho, consegue dar personalidade ao longa e mostrar total controle do que está fazendo. Não se trata de algo novo ou revolucionário, mas sim de extrema competência.
Gostei bastante do elenco enxuto do filme (são apenas 8 atores em cena), pois ninguém acaba sobrando e comprometendo a história. Todos tem seu porque, sua importância no enredo e seu peso no andamento da trama.
Tudo que acontece em "Fences" (título original) é embasado por diálogos, sendo assim, a película toda acaba sofrendo essa influencia e justamente por ser bastante dialogado, esse é um dos setores mais bem trabalhados da película. Todas as conversas, frases ditas e a dinâmica de como são conduzidas, beiram a perfeição.
E enfim, vamos voltar a falar das atuações. Todos, sem exceção, estão incríveis em cena. Mas o destaque vai pra Denzel Washington e Viola Davis. O primeiro dá uma interpretação que mistura frustração, instabilidade emocional e autoritarismo, compensados com carisma e um certo charme. Viola por sua vez, é o retrato fidedigno de uma dona de casa que mesmo fiel a postura que escolheu adotar para sua vida e viver uma felicidade em partes superficial, também sente o peso da frustração de não ter seus sonhos realizados. Ambos conseguem demonstrar todas essas emoções de várias maneiras, seja em semblantes e pequenos gestos até a momentos mais bruscos e explícitos.

sábado, 28 de janeiro de 2017

RANKING: OS 10 MELHORES FILMES VENCEDORES DO OSCAR

Sabadão chuvoso em grande parte do país, tempo propício para curtir mais um post do blog "Eu e o Cinema". Hoje vamos ranquear filmes, e como estamos vivendo uma frase pré Oscar, vamos ranquear os melhores longas que já levaram a estatueta de "Melhor Filme", a premiação mais importante da cerimônia. E como todo bom ranking que se preze, vai em seguida os critérios para a formação deste em especial:
- Apenas filmes assistidos por esse blogger que vos fala.
- Ranking embasada unicamente e exclusivamente na minha humilde opinião.
- Lembrando que o ano do Oscar no qual o filme foi vencedor procede o ano que ele foi lançado nos cinemas.
Sem mais delongas, vamos aos filmes:

10º) Onde os Fracos Não Tem Vez (Melhor Filme 2008)


Dirigido pelos irmãos Coen, esse thriler que conta sobre uma intensa caçada entre um homem que pegou uma maleta de dinheiro ilegal e um assassino frio e perigoso, é sem dúvida uma das obras primas do século 21. Com um enredo inquietante e um elenco afiadíssimo (destaque para Javier Bardem, que levou o Oscar de "Melhor Ator Coadjuvante" como o esquisitíssimo vilão Anton Chigurh) o longa é perfeitamente conduzido e se tornou uma referência para o faroeste atual, revigorando o gênero.
Além do prêmio de "Melhor Filme", "Onde os Fracos Não Tem Vez" também deu aos irmãos Coen a primeira estatueta na categoria de "Melhor Direção".

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

SESSÃO SÁBADÃO - #37ª EDIÇÃO (ESPECIAL OSCAR 2017)

Pra quem conhece o blog de longa data, deve estar se perguntando de maneira confusa: "Ué, mas a Sessão Sábadão, este quadro que eu amo tanto, não é só de domingo???". Realmente. Mas fique tranquilo, que para isso tem explicação.
Da data presente até 26 de Fevereiro, o dia da premiação do Oscar, o "Eu e o Cinema" estará passando por uma fase dedicada exclusivamente a cerimônia mais importante da sétima arte. Sendo assim, todos os posts e matérias que o blog regularmente publica no dia a dia, terá o Oscar como assunto central. Dentro disso, a "Sessão Sábadão" terá uma grande importância, pois todos os filmes que foram nomeados na categoria de "Melhor Filme" nessa edição, terá a sua análise individual. Dito isso, vamos as contas: a "Sessão" é um quadro dominical, e da data atual até o dia da premiação temos mais cinco domingos. Porém, a categoria indicou nove longas. Então para que todos eles fossem citados, foi decidido que terão duas "Sessões Sábadão" por semana até lá, e elas serão postadas todas as quartas e domingos.... Ufa... Entendeu? Tá mais calmo? Então chega de delongas e vamos para o que interessa!


A Qualquer Custo - 2016

Elenco: Ben Foster, Chris Pine, Jeff Bridges, Gil Birmingham e Katy Mixon

Nota (0/10): 9,5
Dirigido por David Mackenzie, que já fez coisas muito boas (como "Encarcerado" de 2013) e também coisas bem insossas (como "Jogando com Prazer" de 2009), "Á Qualquer Custo" é um drama policial que conta sobre a vida de dois irmãos assaltantes que pretendem executar o último grande roubo de suas vidas, mas estão sendo constantemente perseguidos por um veterano delegado de polícia.

PRÓS: Para começar a falar de "A Qualquer Custo", um fato inegável deve ser ressaltado. Não há originalidade na premissa central do roteiro. Afinal, um filme que conta sobre uma dupla de ladrões que deseja efetuar seu último grande golpe e fugir das emboscadas policiais já foi feito antes em Hollywood. Tendo isso em mente, o trabalho árduo da produção é contar essa história comum de uma maneira extraordinária que invista o espectador ao máximo. E isso ocorre de maneira milimétrica nessa película. Extremamente direto, crú e sem sentimentalismo demasiado, o filme não descansa e toma a atenção de quem o assiste em cada sequência de ação, em cada lugar em que se passa e em cada diálogo que se fala. E por falar em diálogos... Que diálogos, meus amigos. Afiados, tensos, sarcásticos, é sem dúvida nenhuma, um dos pontos fortes do roteiro.
Se voltarmos nossos olhos para os termos técnicos do longa, conseguimos diagnosticar outras excelências. Como por exemplo, a bela fotografia amarronzada que realça o cenário e o deixa visceral e realista. Esse realismo também sofre fortes influências do figurino usado pelos personagens. Muitas vezes encardido e surrado, o espectador consegue sentir as todas as mazelas da origem dos protagonistas, sem que eles digam uma palavra.
No quesito atuação, temos mais um ponto positivo. Inspirados, o elenco que compõe o núcleo principal da trama dão um show em um surpreendente exemplo de execução de personagem. A começar por Jeff Bridges, que não faz nada de diferente do que ele já tenha feito antes, mas diferente de muitos por aí, não o fez de forma automática. A interpretação do veterano ator é tão competente, que o mesmo está concorrendo ao Oscar de "Melhor Ator Coadjuvante" nessa próxima edição do Oscar. Outros que merecem uma estrondosa salva de palmas, é a dupla Ben Foster e Chris Pine. Enquanto um demonstra uma personalidade instável, cínica e enrustidamente violenta, o outro completa dando vida a um personagem menos articulado, mais controlado, porém eternamente arrependido pelas escolhas passadas. O trabalho é tão bem feito, que a química entre os dois simplesmente flui.
Por fim, vale falar que "Hell or High Water",no oficial, tem um ótima e contundente crítica contra o enganoso sistema bancário e suas burocracias. Se você deseja um vilão para odiar nessa história, odeie os bancos.

domingo, 22 de janeiro de 2017

SESSÃO SÁBADÃO - #36ª EDIÇÃO

Ah o domingo! O dia da semana que mais mistura sentimentos! Das nove da manhã até as seis da tarde a plenitude da alegria, dali pra frente apenas o sentimento de tristeza antecipada devido a mais uma segunda braba que se aproxima. Independente da hora que você esteja lendo isso, saiba que hoje é dia da "Sessão Sábadão" e estamos na nossa trigésima sexta edição. O filme da vez, é o drama "Animais Noturnos" lançado no finalzinho de 2016. Então alegre-se e venha com o blog para mais uma análise "top das galáxias"!


Animais Noturnos - 2016

Elenco: Amy Adams, Jake Ghyllenhaal, Aaron Taylor-Johnson, Michael Shannon, Isla Fisher, Armie Hammer, Karl Glusman, Michael Sheen e Laura Linney

Nota (0/10): 9
Iniciante na carreira de cineasta, o também produtor e estilista Tom Ford, foi o responsável por dirigir este drama que é apenas o segundo trabalho de sua filmografia. Lançado em 2016, "Animal Noturnos" traz Amy Adams como a protagonista Susan, uma empresária de sucesso que ao receber e ler o escopo de um livro escrito por seu ex-marido, acaba se deparando com problemas e questões de seu passado e vida atual.

PRÓS: Se tem uma coisa que venho aprendendo nessa minha vida de cinéfilo, é que um filme bom começa pela sua atmosfera. Se ele tiver uma premissa tensa, melhor ainda. Sendo assim, vamos começar a citar os pontos positivos do filme justamente por este quesito. Como se trata de um drama denso, o longa consegue te passar logo em seu primeiro ato, todo o peso que cada personagem carrega na trama. Seja por descaso, por arrependimento, traição, ou momentos de pura maldade, a atmosfera te insere dentro dessa perspectiva e o espectador consegue sentir o que a história está querendo passar.
Outra questão louvável sobre "Animais Noturnos", é que aqui existem tramas e subtramas, e isso nas maioria das vezes acabam indo contra o resultado final do filme se não forem bem trabalhadas. Sorte que isso não acontece por aqui. Igualmente intrigantes, o longa não perde peso quando deixa de explorar a premissa principal para se dedicar as outras questões, pois todas as situações tem o seu grau de importância no roteiro.
Falando sobre atuações, todos estão incrivelmente bem, pois os mesmos conseguiram decifrar e acertar no tom de seus personagens, a começar por Michael Shannon, que consegue intimidar com uma interpretação discreta e sem maneirismos. Outro que está bem é Aaron Taylor-Johnson, que consegue transpassar toda a perversidade e cinismo que o seu papel pede. Gostei muito das participações de Isla Fisher e Laura Linney, que mesmo curtas são impactantes e também Jake Gyllenhaal, que encontra a linha tênue entre a sensibilidade e a fraqueza de um homem. Mas quem brilha mesmo, é Amy Adams. Em uma performance que mistura sensualidade com tristeza, seriedade e inquietação, a atriz consegue passar a devastação de sentimentos da sua personagem com extrema competência.
Por fim, vale falar da dinâmica edição do longa que foi um ponto a favor e só fez contribuir para a atmosfera intrigante da história.

sábado, 21 de janeiro de 2017

ANIMAÇÃO PARA ADULTOS

Calma, fique tranquilo... O "Eu e o Cinema" não se tornou um blog sobre hentai (ainda). As animações adultas que serão citadas nessa matéria são aquelas que contém uma temática que não convém a faixa etária infantil, seja pela premissa abordada ou seja pelo nível de humor adotado pelo longa. Filmes assim tem aos borbotões e grande parte deles resultam em produções muito bacanas, sendo assim, resolvemos listar alguns exemplos de animações que foram feitas pra gente grande....
Ah... E se você não sabe o que é hentai, joga no Google...😈😈😈


Akira (1988)


Extra violento e caótico, "Akira" de 1988, definitivamente não é um anime feito para crianças. Com uma trama organizadamente bagunçada (?) que envolve questões científicas, organizacionais, máfia, mortes e muito sangue, o desenho é completamente direcionado para um público mais velho.
Se para as criancinhas "Akira" não é uma produção viável, ele pode se tornar um ótimo programa para os papais, mamães e irmãos mais velhos que adoram um bom filme de ação e ficção científica.