quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

SESSÃO SÁBADÃO - #45ª EDIÇÃO (ESPECIAL OSCAR 2017)

Chegamos a derradeira Sessão Sábadão especial Oscar 2017!!! E pra finalizar essa grande fase com chave de ouro, vamos falar do último concorrente a "Melhor Filme" desta edição que ainda não tem a sua análise mais do que abalizada deste blog que você tanto ama... "Lion - Uma Jornada Para Casa" é o longa escolhido para fechar com chave de ouro a fase pré Oscar da Sessão Sábadão. Sendo assim, vamos a ele...


Lion - Uma Jornada Para Casa - 2016

Elenco: Dev Patel, Nicole Kidman, Rooney Mara, Sunny Pawar, Abhishek Bharate, Priyanka Bose, David Wenham e Divian Ladwa

Nota (0/10): 8
Primeiro longa dirigido por Garth Davis, conhecido por realizar programas de televisão, "Lion - Uma Jornada Para Casa" conta a história de um jovem indiano adotado por um casal australiano, que após 25 anos perdido de sua família biológica, decide procurar por suas raízes e voltar para casa.

PRÓS: Para começar a crítica sobre "Lion", inicio de forma bastante contundente. O primeiro ato deste filme beira a perfeição! Isso deve-se pelo seu roteiro poderoso e angustiante que segura a atenção do espectador, mesmo que de forma desconfortável. Outro ponto positivo da parte inicial do longa são as atuações dos atores indianos que protagonizam tais sequências, principalmente a interpretação de Sunny Pawar, que faz a fase criança de Saroo, o protagonista do filme. Com seus olhos extremamente expressivos capazes de passar medo, ansiedade e admiração, o ator mirim consegue alcançar e cativar o coração de qualquer ser humano que esteja assistindo ao longa. Uma atuação que poderia ser nomeada para "Melhor Ator Coadjuvante" do Oscar sem maiores problemas.
Falando de boas atuações e nomeações da Academia, Dev Patel e Nicole Kidman estão muito bem e justificam suas indicações de melhor ator e atriz coadjuvantes respectivamente. O primeiro demora a engrenar, mas quando acha o tom do personagem, dá show e carrega sua trama com muita competência. Já Nicole Kidman dá uma interpretação sucinta, de poucas palavras e gestuais contidos, mas com muita carga dramática no olhar.
Se no primeiro ato o longa se destaca por ser agoniante, no seu ato final a emoção toma conta. Essencialmente belo com um misto de alegria e tristeza, "Lion" consegue fazer chorar sem a necessidade de ser excessivamente manipulativo. O roteiro vai direto ao que interessa sem fazer muitos rodeios e sem encheção de linguiça, conseguindo atingir sua mensagem de forma bem sucedida.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

OSCAR GANHOS POR PAPÉIS ERRADOS

Sim, nós amamos o Oscar! Mesmo que ele dê inúmeras mancadas como nomear filmes e atuações que não mereciam ser nomeadas, ou esnobar filmes e atuações que mereciam ser nomeadas, premiar o pior dentre os indicados, sem manter nenhum tipo de coerência ou linha de raciocínio, a gente para tudo pra acompanhar essa cerimônia. Baseando-se nisso, o "Eu e o Cinema" resolveu fazer um post diferente, citando atores e diretores que ganharam o Oscar, mas na ocasião errada. Caso não tenha entendido a ideia, é só seguir adiante que você pega o jeito da coisa:


Martin Scorsese ("Melhor Diretor" - Oscar 2007)

Venceu por: Os Infiltrados
Deveria ter Vencido por: Touro Indomável ou Os Bons Companheiros

Antes de levar o Oscar de "Melhor Diretor" na edição de 2007 pela realização do bom filme "Os Infiltrados", Martin Scorsese estava concorrendo nesta categoria pela sexta vez, e pelo menos quatro das cinco oportunidades anteriores, tratavam-se de produções muito melhores do que essa. Para este blogger que vos fala, a estatueta chegou 26 anos atrasada para o cineasta, que já deveria ter levado na sua primeira indicação a melhor direção por "Touro Indomável" no Oscar de 1981, mas na ocasião a Academia resolveu premiar Robert Redford pelo drama "Gente Como a Gente". Dez anos depois, a mesma Academia teve chances de desfazer a burrada, e premiar Scorsese pelo magnífico "Os Bons Companheiros". Mas por ironia do destino, acabou perdendo para Kevin Costner, outro ator que se aventurava na direção por "Dança com Lobos".
É como uma frase que eu ouvi uma vez: "Para um cara que dirigiu "Taxi Driver", "Os Bons Companheiros" e "Touro Indomável", ganhar o Oscar por "Os Infiltrados" é quase um tapa na cara" - Belotti, Tiago (Canal "Meus 2 Centavos").

domingo, 19 de fevereiro de 2017

SESSÃO SÁBADÃO - #44ª EDIÇÃO (ESPECIAL OSCAR 2017)

Faltam exatos 7 dias para o Oscar, a cerimônia mais importante da sétima arte. E na Sessão Sábadão de hoje vamos falar de "Hacksaw Ridge" (que no Brasil recebeu o título de "Até o Último Homem"), o penúltimo longa entre os indicados a "Melhor Filme" à receber a avaliação do blog. Então arrume seu capacete de guerra e vamos ao que interessa...

Até o Último Homem - 2016

Elenco: Andrew Garfield, Hugo Weaving, Teresa Palmer, Vince Vaughn, Sam Worthington, Luke Bracey e Rachel Griffiths

Nota (0/10): 7
Dirigido por Mel Gibson (ator e diretor que já ganhou o Oscar pelo filme "Coração Valente"), "Até o Último Homem" é baseado em fatos reais e conta a história do soldado Desmond Doss, um jovem que se alistou na Segunda Guerra Mundial para servir na ala médica, se recusando a encostar em uma arma e matar alguém, porém se torna peça fundamental durante a histórica Batalha de Okinawa.

PRÓS: Dez anos após lançar "Apocalypto", Mel Gibson retorna na direção de um longa e continua demonstrando que exerce bem esse papel que lhe rendeu seu único Oscar como "Melhor Diretor" por "Coração Valente" em 1995.
A começar pelos setores técnicos, que estão todos feitos de maneira super competente. A fotografia exuberante, sensacionais efeitos especiais, o figurino, a maquiagem, a trilha sonora, todos esses quesitos vem a somar e trabalham para a progressão do filme. 
Outro ponto interessante é o seu roteiro. Mesmo tendo falhas na sua estrutura narrativa, a história é poderosa, é emocionante e segura o espectador interessado nos acontecimentos e nas proezas do personagem principal.
No quesito atuação, temos três destaques positivos aqui: Vince Vaughn, Hugo Weaving e Andrew Garfield. A personalidade do primeiro nome casa bem com a essência de seu personagem e mesmo não tendo nada de especial em sua interpretação, o ator se mantém efetivo. Já Hugo Weaving está sensacional! Você já consegue ter raiva e compreensão por ele quase que de imediato. Na minha opinião, figuraria fácil entre os indicados a "Melhor Ator Coadjuvante" pelo seu trabalho. Andrew Garfield também está muito bem. É outro que conseguiu entender o que o seu papel pede e coloca isso em prática em uma interpretação rica e cheia de camadas. Talvez um pouco afetada pelo mainstream intrínseco do filme, mas é uma atuação boa que mereceu a indicação a "Melhor Ator".
Mas dentre todos os prós de "Até o Último Homem", o mais importante foi sem dúvidas, as suas megalomânicas sequências de guerra. Bem trabalhadas, bem elaboradas, bem coreografadas, explícitas, agoniantes e ultra realistas, a ótima direção de Mel Gibson permite que o espectador encontre ordem no caos, pois mesmo que se tenha muita explosão, muito sangue, muita lama e muitos tiros, é possível compreender o que está acontecendo com cada personagem no campo de batalha. É, provavelmente, uma das melhores sequências de guerra de filmes deste segmento em todos os tempos.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

SESSÃO SÁBADÃO - #43ª EDIÇÃO (ESPECIAL OSCAR 2017)

Mais uma quarta, mais uma Sessão Sábadão Especial Oscar 2017! O filme indicado a premiação da vez é o drama "Manchester à Beira-Mar". Então dê uma pausa nesse seu dia corrido e venha ler mais uma crítica deste blogger que vos escreve:


Manchester à Beira-Mar - 2016

Elenco: Casey Affleck, Lucas Hedges, Michelle Williams, Kyle Chandler, Gretchen Mol e Matthew Broderick

Nota (0/10): 8
Dirigido por Kenneth Lonergan, cineasta com um curto e pouco conhecido cartel de filmes como diretor, mas roteirista de produções famosíssimas como "Máfia no Divã" de 1999, "Gangues de Nova York" de 2002 e até do desenho Doug (sim, o Funny), "Manchester à Beira-Mar" conta a história do solitário e depressivo Lee Chandler, um homem que é forçado a voltar a sua cidade natal para cuidar do seu sobrinho que acabou de ficar órfão e encarar o seu trágico passado de forma inevitável.

PRÓS: "Manchester By the Sea" (no original) se trata de um drama bem conduzido que tem na sua direção um trabalho bem detalhista. Cenas que se estendem mais do que esperado para mostrar personagens interagindo um com o outro, ou dormindo em frente a TV, contemplando o horizonte, ou simplesmente caminhando procurando a saída do estabelecimento, exemplificam bem esse detalhismo. Não são cenas importantes para o desenvolvimento do roteiro, mas ajudam a passar mais veracidade e mais empatia para o espectador que o assiste, entendendo como funciona a personalidade de cada um.
Por falar em desenvolvimento de roteiro, sua condução é muita boa e coerente. A maneira que a história é contada, intercalando flashbacks com fatos atuais, é um recurso muito bem trabalhado que acaba revelando informações importantes eficientemente.
No quesito atuação, temos um elenco muito afiado aqui. Todos estão compenetrados em seus personagens e conseguem passar a essência que cada um pede. Kyle Chandler e Michelle Williams estão costumeiramente perfeitos, e a atriz tem um diálogo no filme que justificou sua nomeação a "Melhor Atriz Coadjuvante" no Oscar desse ano. Já Casey Affleck está impressionante. Pra você que já assistiu ou vai assistir a "Manchester à Beira-Mar" pode vir a pensar que meu elogio ao ator foi um tanto quanto exagerada, pois sua atuação não teve nada demais. Mas é exatamente aí que você se engana, pois a interpretação de Affleck é tão boa, que ele faz o difícil parecer fácil. Não é qualquer um que poderia passar com tanta naturalidade as diversas camadas desse personagem, passeando de forma genuína sobre a linha tênue da introspecção e a explosão. Uma das melhores atuações masculinas do ano, senão a melhor...

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

ONTEM E HOJE: TITANIC

Não se trata de uma unanimidade, mas um dos primeiros filmes que batem na nossa cabeça quando falamos de grandes vencedores do Oscar é de fato "Titanic" de 1997. Indicado a 14 categorias na cerimônia de 1998, o longa levou 11 estatuetas pra casa incluindo a de "Melhor Filme". Devido a isto, mais o sucesso estrondoso que fez nos cinemas, "Titanic" acabou se tornando um clássico cinematográfico e é adorado até os dias de hoje. E como a palavra de ordem aqui no blog "Eu e o Cinema" é Oscar, vamos listar um antes e depois dos principais nomes envolvidos nessa obra que marcou gerações.



domingo, 12 de fevereiro de 2017

SESSÃO SÁBADÃO - #42ª EDIÇÃO (ESPECIAL OSCAR 2017)

Mais um domingo que chega, mais um filme para analisar na "Sessão Sábadão". E se você está chegando agora no "Eu e o Cinema", saiba que estamos vivendo intensamente o pré Oscar, sendo assim, só está saindo críticas dos longas que foram nomeados ao prêmio de "Melhor Filme" na cerimônia deste ano. "Estrelas Além do Tempo" é o escolhido da vez... Sendo assim, vamos nessa...


Estrelas Além do Tempo - 2016

Elenco: Tajari P. Henson, Octavia Spencer, Janelle Monáe, Kevin Costner, Jim Parsons, Kirsten Dunst, Glen Powell e Mahershala Ali

Nota (0/10): 6,5
Dirigido por Theodore Melfi, "Estrelas Além do Tempo", além de ser um outro bom exemplo de péssimo título adaptado no Brasil, também conta a história de três mulheres negras que trabalham na NASA e se tornam extremamente cruciais em um dos projetos tecnológicos mais importantes da história dos Estados Unidos. Mas para isso, tiveram que enfrentar todos os agravantes raciais dos intolerantes anos 60.

PRÓS: Pode parecer uma tremenda bobagem o que vou dizer a seguir, mas ao olhar um dos posteres de "Estrelas Além do Tempo" onde traz as três protagonistas caminhando de forma imponente sobre o símbolo da NASA, com um foguete espacial alçando voo ao fundo, eu já sabia mais ou menos o que me esperava: Um filme demasiadamente simpático sobre uma história real que provavelmente não foi tão simpática assim, o que os mais técnicos costumam chamar de "feel good movie". E baseando-se nisso, o filme vai muito bem. O carisma das três personagens principais, cada uma com uma personalidade diferente (mesmo que um pouco caricatas), a amizade entre elas e a maneira que a história é conduzida, faz deste longa uma experiência agradável. Mesmo que manipulativo, o enredo consegue transmitir a empatia necessária para que o espectador torça incondicionalmente pela trajetória de Katherine (Henson), Dorothy (Spencer) e Mary (Monáe).
No quesito atuação, gostaria de destacar dois nomes: Kevin Costner e Octavia Spencer. O ator está muito bem, impõe presença e vigor físico, consegue achar naturalidade dentro do seu personagem e se alguém merecesse uma indicação ao Oscar nesse elenco (que não é o caso) seria ele na categoria de "Melhor Ator Coadjuvante". Por sua vez, Octavia também faz um bom trabalho. Entre as protagonistas é a que consegue passar mais camadas e mais peso na sua atuação mesmo não tendo um forte monólogo assim como teve a personagem de Tajari P. Henson. Entretanto, não fez jus a indicação que recebeu como "Melhor Atriz Coadjuvante".
Nos termos técnicos, a fotografia e a trilha sonora do filme são muito boas e conseguem passar a essência "feel good" pretendida pelo longa.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

SESSÃO SÁBADÃO - #41ª EDIÇÃO (ESPECIAL OSCAR 2017)

Agora sim, sem atrasos e completamente restabelecido, o blog "Eu e o Cinema" volta a sua programação normal. E pra quem ainda não sabe, nesse mês de Fevereiro estamos respirando o Oscar, sendo assim, temos mais um filme concorrente ao principal prêmio da cerimônia para analisar, e o escolhido da vez é o musical "La La Land". Vamos lá?...


La La Land - 2016

Elenco: Emma Stone, Ryan Gosling, John Legend e Rosemarie Dewwit 

Nota (0/10): 9,5
Dirigido por Damien Chazelle, o mesmo do excelente "Whiplash", "La La Land" é um musical que conta a história de amor entre Mia, uma garçonete aspirante a atriz e Sebastian, um jovem pianista de jazz e a jornada de ambos para realizarem seus sonhos.

PRÓS: A sequencia musical que inicia "La La Land" já te indica um de seus pontos fortes logo de cara: a sua direção impecável. E enquanto a película progride, esse indício se torna certeza. Os empolgantes jogos de câmera, a edição afiada, o visual vibrantemente colorido, entre outras coisas, mostram que Damien Chazelle tinha o filme nas mãos. 
Como se trata de um musical, nada mais justo do que falar mais especificamente sobre esse quesito primordial da obra. As canções em sua maioria são boas e muito bem trabalhadas (destaco a empolgante "Another Day of Sun" e a melodiosa "City of Stars"). A mesma competência se estende as coreografias apresentadas nas sequencias musicais. Meticulosas, porém acessíveis em sua maioria, todos os atores envolvidos nestas cenas se saem extremamente bem.
Falando de atuação, não tem jeito, Emma Stone e Ryan Gosling formam a cabeça, o corpo e a alma de "La La Land". Tirando a química entre os dois que não é nenhuma novidade (pois já trabalharam anteriormente como par romântico em "Amor a Toda Prova" de 2011, e "Caça aos Gângsteres" de 2013), separados eles também dão um show a parte a começar por Emma Stone. Jovial, graciosa e espontânea, a atriz dá a dose perfeita de força e fraqueza que a sua personagem pede. Uma performance digna das premiações que vem recebendo até aqui. O mesmo acontece com Gosling, pois o ator consegue injetar personalidade ao seu personagem com uma atuação pretensiosamente despretensiosa (?) que mistura cinismo, um leve sarcasmo e muito entusiasmo, mas nada que justifique a indicação recebida de "Melhor Ator" no Oscar desse ano. O cantor John Legend também está no elenco com um papel importante e mesmo não dando uma grande atuação, ele não compromete a qualidade da obra.