domingo, 5 de março de 2017

SESSÃO SÁBADÃO - #46ª EDIÇÃO

Já faz uma semana e meia que o blog de cinema mais amado do Brasil não publica um dos quadros mais amados do Brasil. Então para dar um fim nesse hiato, esse domingo tá propício para o primeiro post após o término da fase pré-Oscar: A quadragésima sexta edição da sua, da minha, da nossa Sessão Sábadão!!! E a partir de agora esse quadro tem novidades. Para que você entenda melhor os motivos das notas dada para os filmes, este blogger que vos fala decidiu deixar a Sessão Sábadão um pouco mais explicita, funcionando da seguinte maneira:
- O filme por si só, já começa levando uma nota 5! Afinal, não é nada fácil produzir uma película e apenas esse esforço já merece ser reconhecido.
- Cada fato pontuado nos PRÓS e CONTRAS receberam de 0,5 á 2, positivamente ou negativamente, dependendo do quanto aquele ponto citado afeta na obra geral.
- No final será feito uma conta com as notas positivas e negativas, revelando então, qual é a nota final do filme em questão. Caso a soma dê maior que 10, ele receberá uma nota 10, caso seja menor que 0, sua nota também será 0.
Dessa forma, a Sessão Sábadão se torna mais criteriosa e mais límpida para você que acompanha o "Eu e o Cinema". 
Tudo meramente explicado, então vamos estrear essa nova fase com o nacional "De Onde Eu te Vejo", lançado no último semestre de 2016.

De Onde Eu te Vejo - 2016

Elenco: Denise Fraga, Domingos Montagner, Manoela Aliperti, Marisa Orth, Laura Cardoso, Juca de Oliveira, Fúlvio Stefanini e Marcello Airoldi

SOBRE O FILME:
Dirigido por Luiz Villaça, "De Onde Eu te Vejo" é uma comédia/romântica/dramática que conta a história de Ana Lúcia (Denise Fraga) e Fábio (Domingos Montagner), um casal que decide se separar mas moram em apartamentos que ficam de frente um para o outro. Dessa forma, não conseguem se desvincilhar completamente gerando situações rotineiras que testam o sentimento que nutrem entre si.

PRÓS: Não pode se negar que a premissa instalada em "De Onde Eu te Vejo" é original e pode comprar a empatia do espectador logo de cara. E o filme consegue fazer isso, de forma limitada, mas consegue. Muito disso, se dá pela sua belíssima trilha sonora. Calma, serena, tranquila, ela te imerge pra dentro da atmosfera do filme, e esse recurso acaba se tornando uma força adicional para se contar a história, mesmo não sendo um ponto tão determinante. (+0,5)
Outra coisa que não se pode negar é que esse filme tem falhas, e muitas falhas. Porém deixaremos isso pra um momento mais apropriado. Mas vale dizer que mesmo com todas essas tais falhas, a forma que o enredo trabalha os personagens principais é bem agradável e influencia a pessoa que está assistindo a torcer pelo bem do casal, independentemente se haverá reconciliação ou não. Isso ajuda a criar vínculos com o que está sendo passado. (+1)
Conforme "De Onde Eu te Vejo" vai passando, gradativamente ele melhora. Isso é bom, pois é melhor se deparar com um filme que tem o final melhor que seu início, do que ao contrário. A sensação que se tem, é agridoce, porém aliviante. (+2)

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

EU E A MINHA OPINIÃO - OSCAR 2017

Ontem, dia 26-02-2017, foi a data da tão aguardada cerimônia do Oscar, a mais importante premiação da sétima arte que acontece anualmente. Apresentado pelo comediante Jimmy Kimmel, esta edição teve "La La Land" como vencedor da noite levando 6 das 14 indicações que recebeu. Porém o premiado na principal categoria foi o drama "Moonlight", após uma confusão nunca antes vista na história do Oscar, que comentarei mais adiante.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

PALPITES - OSCAR 2017

Daqui exatas 48 horas estaremos testemunhando a edição 2017 da cerimônia mais importante da sétima arte. Mesmo sendo contraditória em diversas vezes, não dá pra negar o frio na barriga que o Oscar causa nos amantes do cinema e isso não é diferente com este blogger que vos fala. Sendo assim, resolvi postar os meus palpites sobre os filmes concorrentes a principais categorias neste ano ("Melhor Ator Coadjuvante", "Melhor Atriz Coadjuvante", "Melhor Diretor", "Melhor Ator", "Melhor Atriz" e "Melhor Filme"). Entretanto, farei da seguinte forma: Irei postar quem eu acho que vai ganhar, quem eu quero que ganhe e as injustiças de cada categoria justificados por breves comentários. 
Tudo devidamente explicado, vamos iniciar o bolão Oscar 2017 do "Eu e o Cinema".

PS: Não falarei sobre as categorias de "Melhor Animação" e "Melhor Filme Estrangeiro" pois não assisti a todos os filmes que foram nomeados.



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

SESSÃO SÁBADÃO - #45ª EDIÇÃO (ESPECIAL OSCAR 2017)

Chegamos a derradeira Sessão Sábadão especial Oscar 2017!!! E pra finalizar essa grande fase com chave de ouro, vamos falar do último concorrente a "Melhor Filme" desta edição que ainda não tem a sua análise mais do que abalizada deste blog que você tanto ama... "Lion - Uma Jornada Para Casa" é o longa escolhido para fechar com chave de ouro a fase pré Oscar da Sessão Sábadão. Sendo assim, vamos a ele...


Lion - Uma Jornada Para Casa - 2016

Elenco: Dev Patel, Nicole Kidman, Rooney Mara, Sunny Pawar, Abhishek Bharate, Priyanka Bose, David Wenham e Divian Ladwa

Nota (0/10): 8
Primeiro longa dirigido por Garth Davis, conhecido por realizar programas de televisão, "Lion - Uma Jornada Para Casa" conta a história de um jovem indiano adotado por um casal australiano, que após 25 anos perdido de sua família biológica, decide procurar por suas raízes e voltar para casa.

PRÓS: Para começar a crítica sobre "Lion", inicio de forma bastante contundente. O primeiro ato deste filme beira a perfeição! Isso deve-se pelo seu roteiro poderoso e angustiante que segura a atenção do espectador, mesmo que de forma desconfortável. Outro ponto positivo da parte inicial do longa são as atuações dos atores indianos que protagonizam tais sequências, principalmente a interpretação de Sunny Pawar, que faz a fase criança de Saroo, o protagonista do filme. Com seus olhos extremamente expressivos capazes de passar medo, ansiedade e admiração, o ator mirim consegue alcançar e cativar o coração de qualquer ser humano que esteja assistindo ao longa. Uma atuação que poderia ser nomeada para "Melhor Ator Coadjuvante" do Oscar sem maiores problemas.
Falando de boas atuações e nomeações da Academia, Dev Patel e Nicole Kidman estão muito bem e justificam suas indicações de melhor ator e atriz coadjuvantes respectivamente. O primeiro demora a engrenar, mas quando acha o tom do personagem, dá show e carrega sua trama com muita competência. Já Nicole Kidman dá uma interpretação sucinta, de poucas palavras e gestuais contidos, mas com muita carga dramática no olhar.
Se no primeiro ato o longa se destaca por ser agoniante, no seu ato final a emoção toma conta. Essencialmente belo com um misto de alegria e tristeza, "Lion" consegue fazer chorar sem a necessidade de ser excessivamente manipulativo. O roteiro vai direto ao que interessa sem fazer muitos rodeios e sem encheção de linguiça, conseguindo atingir sua mensagem de forma bem sucedida.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

OSCAR GANHOS POR PAPÉIS ERRADOS

Sim, nós amamos o Oscar! Mesmo que ele dê inúmeras mancadas como nomear filmes e atuações que não mereciam ser nomeadas, ou esnobar filmes e atuações que mereciam ser nomeadas, premiar o pior dentre os indicados, sem manter nenhum tipo de coerência ou linha de raciocínio, a gente para tudo pra acompanhar essa cerimônia. Baseando-se nisso, o "Eu e o Cinema" resolveu fazer um post diferente, citando atores e diretores que ganharam o Oscar, mas na ocasião errada. Caso não tenha entendido a ideia, é só seguir adiante que você pega o jeito da coisa:


Martin Scorsese ("Melhor Diretor" - Oscar 2007)

Venceu por: Os Infiltrados
Deveria ter Vencido por: Touro Indomável ou Os Bons Companheiros

Antes de levar o Oscar de "Melhor Diretor" na edição de 2007 pela realização do bom filme "Os Infiltrados", Martin Scorsese estava concorrendo nesta categoria pela sexta vez, e pelo menos quatro das cinco oportunidades anteriores, tratavam-se de produções muito melhores do que essa. Para este blogger que vos fala, a estatueta chegou 26 anos atrasada para o cineasta, que já deveria ter levado na sua primeira indicação a melhor direção por "Touro Indomável" no Oscar de 1981, mas na ocasião a Academia resolveu premiar Robert Redford pelo drama "Gente Como a Gente". Dez anos depois, a mesma Academia teve chances de desfazer a burrada, e premiar Scorsese pelo magnífico "Os Bons Companheiros". Mas por ironia do destino, acabou perdendo para Kevin Costner, outro ator que se aventurava na direção por "Dança com Lobos".
É como uma frase que eu ouvi uma vez: "Para um cara que dirigiu "Taxi Driver", "Os Bons Companheiros" e "Touro Indomável", ganhar o Oscar por "Os Infiltrados" é quase um tapa na cara" - Belotti, Tiago (Canal "Meus 2 Centavos").

domingo, 19 de fevereiro de 2017

SESSÃO SÁBADÃO - #44ª EDIÇÃO (ESPECIAL OSCAR 2017)

Faltam exatos 7 dias para o Oscar, a cerimônia mais importante da sétima arte. E na Sessão Sábadão de hoje vamos falar de "Hacksaw Ridge" (que no Brasil recebeu o título de "Até o Último Homem"), o penúltimo longa entre os indicados a "Melhor Filme" à receber a avaliação do blog. Então arrume seu capacete de guerra e vamos ao que interessa...

Até o Último Homem - 2016

Elenco: Andrew Garfield, Hugo Weaving, Teresa Palmer, Vince Vaughn, Sam Worthington, Luke Bracey e Rachel Griffiths

Nota (0/10): 7
Dirigido por Mel Gibson (ator e diretor que já ganhou o Oscar pelo filme "Coração Valente"), "Até o Último Homem" é baseado em fatos reais e conta a história do soldado Desmond Doss, um jovem que se alistou na Segunda Guerra Mundial para servir na ala médica, se recusando a encostar em uma arma e matar alguém, porém se torna peça fundamental durante a histórica Batalha de Okinawa.

PRÓS: Dez anos após lançar "Apocalypto", Mel Gibson retorna na direção de um longa e continua demonstrando que exerce bem esse papel que lhe rendeu seu único Oscar como "Melhor Diretor" por "Coração Valente" em 1995.
A começar pelos setores técnicos, que estão todos feitos de maneira super competente. A fotografia exuberante, sensacionais efeitos especiais, o figurino, a maquiagem, a trilha sonora, todos esses quesitos vem a somar e trabalham para a progressão do filme. 
Outro ponto interessante é o seu roteiro. Mesmo tendo falhas na sua estrutura narrativa, a história é poderosa, é emocionante e segura o espectador interessado nos acontecimentos e nas proezas do personagem principal.
No quesito atuação, temos três destaques positivos aqui: Vince Vaughn, Hugo Weaving e Andrew Garfield. A personalidade do primeiro nome casa bem com a essência de seu personagem e mesmo não tendo nada de especial em sua interpretação, o ator se mantém efetivo. Já Hugo Weaving está sensacional! Você já consegue ter raiva e compreensão por ele quase que de imediato. Na minha opinião, figuraria fácil entre os indicados a "Melhor Ator Coadjuvante" pelo seu trabalho. Andrew Garfield também está muito bem. É outro que conseguiu entender o que o seu papel pede e coloca isso em prática em uma interpretação rica e cheia de camadas. Talvez um pouco afetada pelo mainstream intrínseco do filme, mas é uma atuação boa que mereceu a indicação a "Melhor Ator".
Mas dentre todos os prós de "Até o Último Homem", o mais importante foi sem dúvidas, as suas megalomânicas sequências de guerra. Bem trabalhadas, bem elaboradas, bem coreografadas, explícitas, agoniantes e ultra realistas, a ótima direção de Mel Gibson permite que o espectador encontre ordem no caos, pois mesmo que se tenha muita explosão, muito sangue, muita lama e muitos tiros, é possível compreender o que está acontecendo com cada personagem no campo de batalha. É, provavelmente, uma das melhores sequências de guerra de filmes deste segmento em todos os tempos.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

SESSÃO SÁBADÃO - #43ª EDIÇÃO (ESPECIAL OSCAR 2017)

Mais uma quarta, mais uma Sessão Sábadão Especial Oscar 2017! O filme indicado a premiação da vez é o drama "Manchester à Beira-Mar". Então dê uma pausa nesse seu dia corrido e venha ler mais uma crítica deste blogger que vos escreve:


Manchester à Beira-Mar - 2016

Elenco: Casey Affleck, Lucas Hedges, Michelle Williams, Kyle Chandler, Gretchen Mol e Matthew Broderick

Nota (0/10): 8
Dirigido por Kenneth Lonergan, cineasta com um curto e pouco conhecido cartel de filmes como diretor, mas roteirista de produções famosíssimas como "Máfia no Divã" de 1999, "Gangues de Nova York" de 2002 e até do desenho Doug (sim, o Funny), "Manchester à Beira-Mar" conta a história do solitário e depressivo Lee Chandler, um homem que é forçado a voltar a sua cidade natal para cuidar do seu sobrinho que acabou de ficar órfão e encarar o seu trágico passado de forma inevitável.

PRÓS: "Manchester By the Sea" (no original) se trata de um drama bem conduzido que tem na sua direção um trabalho bem detalhista. Cenas que se estendem mais do que esperado para mostrar personagens interagindo um com o outro, ou dormindo em frente a TV, contemplando o horizonte, ou simplesmente caminhando procurando a saída do estabelecimento, exemplificam bem esse detalhismo. Não são cenas importantes para o desenvolvimento do roteiro, mas ajudam a passar mais veracidade e mais empatia para o espectador que o assiste, entendendo como funciona a personalidade de cada um.
Por falar em desenvolvimento de roteiro, sua condução é muita boa e coerente. A maneira que a história é contada, intercalando flashbacks com fatos atuais, é um recurso muito bem trabalhado que acaba revelando informações importantes eficientemente.
No quesito atuação, temos um elenco muito afiado aqui. Todos estão compenetrados em seus personagens e conseguem passar a essência que cada um pede. Kyle Chandler e Michelle Williams estão costumeiramente perfeitos, e a atriz tem um diálogo no filme que justificou sua nomeação a "Melhor Atriz Coadjuvante" no Oscar desse ano. Já Casey Affleck está impressionante. Pra você que já assistiu ou vai assistir a "Manchester à Beira-Mar" pode vir a pensar que meu elogio ao ator foi um tanto quanto exagerada, pois sua atuação não teve nada demais. Mas é exatamente aí que você se engana, pois a interpretação de Affleck é tão boa, que ele faz o difícil parecer fácil. Não é qualquer um que poderia passar com tanta naturalidade as diversas camadas desse personagem, passeando de forma genuína sobre a linha tênue da introspecção e a explosão. Uma das melhores atuações masculinas do ano, senão a melhor...