segunda-feira, 22 de julho de 2019

SESSÃO SÁBADÃO - #125ª EDIÇÃO

Uns dias atrasados mas cá estamos com mais uma edição novinha em folha da Sessão Sabadão! Hoje, vamos falar daquele que figura como um dos filmes mais esperados de 2019: a versão live-action de "O Rei Leão".
Que a obra original é um clássico cinematográfico poucos descordam, mas será que o seu remake consegue se comparar a animação? Saberemos agora...


O REI LEÃO - 2019

Elenco de Vozes: Donald Glover, Beyoncé Knowles-Carter, James Earl Jones, Chiwetel Ejiofor, Alfree Woodard, Seth Rogen, Billy Eichner, John Oliver, Florence Kasumba, Keegan-Michael Kay, Eric André, John Kani, JD McCrary, Shahadi Wright Joseph, Icaro Sílva (BR) e Iza (BR).


SOBRE O FILME:
Nova versão de uma das animações mais marcantes dos estúdios Disney, "O Rei Leão" narra a trajetória do leão Simba desde filhote até sua fase adulta, passando por todos os dilemas e dificuldades de assumir sua herança e se tornar rei da Pedra do Reino.
Este longa é dirigido pelo ator/cineasta Jon Favreau que tem um vasto currículo contendo obras como "Homem de Ferro" de 2008 e "Mogli, o Menino Lobo" de 2015 como cineasta e "Homem Aranha: Longe de Casa " como intérprete do personagem Happy.

PRÓS:
Para iniciar a crítica, vamos falar daquela que talvez seja a principal proeza deste remake e ao mesmo tempo o causador do seu maior problema: a computação gráfica! Em seu favor vale dizer que este recurso é perfeitamente executado. Extremamente determinante para a abordagem escolhida pela obra, seu CGI é impressionante e seu cuidado com cada detalhe nos presenteia com uma construção de mundo virtualmente perfeita que contém animais realistas e uma cinematografia belíssima e embasbacante que tornam a obra em uma experiência altamente contemplativa.(2)
Como minhas filhas foram dormir na vovó neste fim de semana, pude assistir ao filme em seu idioma original e foi possível analisar o trabalho de voz com muito mais propriedade. É claro que dublar a nova versão de um clássico dos cinemas é um trabalho muito árduo mas neste caso o elenco segura as pontas. Todos (com exceção de dois nomes pontuais) se saem bem e conseguem inserir um pouco de sua própria personalidade dentro das personalidades pré estabelecidas de seus personagens. O meu destaque positivo vai para John Oliver como Zazu, Billy Eichner como Timão e Seth Rogen que está engraçadíssimo como Pumba.(1)
Para não ficar óbvio demais (já que a história é igualzinha a animação de 1994) o roteiro insere pequenas novidades e a maioria delas funcionam, principalmente aquelas que injetam um pouco de coerência em passagens que são brevemente contadas na obra original. No frigir dos ovos não faz muita diferença, mas é bacana ver uma versão mais completa de como a poeira que o Simba levanta chega até o Rafiki, por exemplo. (Spoiler inofensivo só pra quem assistiu ao desenho). É pura perfumaria, mas é legal...(0,5)
Mesmo sendo inferiores e beeeem menos atmosféricos do que na versão original, as sequencias musicas são funcionais e tem seu valor de entretenimento. Interpretadas por belas vozes, seu melhor momento é quando decide dar mais destaque a "The Lion Sleeps Tonight" que originalmente é uma canção coadjuvante.(0,5)

domingo, 14 de julho de 2019

SESSÃO SÁBADÃO - #124ª EDIÇÃO

Mais uma semana acabou, outra está prestes a começar e estamos aqui com mais uma edição da sagrada Sessão Sabadão. Hoje, analisaremos os prós e os contras da mais nova produção Marvel: "Homem-Aranha: Longe de Casa". Então prepare sua melhor poltrona para mais uma crítica novinha em folha.


HOMEM-ARANHA: LONGE DE CASA - 2019

Elenco: Tom Holland, Jake Gyllenhaal, Zendaya, Jacob Batalon, Samuel L. Jackson, Jon Favreau, Cobie Smulders, Toni Revolori, Martin Starr, J.B. Smoove, Angourie Rice, Marisa Tomei e Remy Hii.


SOBRE O FILME:
Apreensivo pelas responsabilidades de super herói, principalmente após os eventos relatados em "Ultimato", Peter Parker anseia por sair de férias com seus amigos para uma viagem pela Europa. Lá, monstros denominados "elementais" se manifestam pelo continente e obrigam Peter a voltar aos seus dons aracnídeos.
O longa recebe a direção de Jon Watts, o mesmo cineasta que esteve a frente de "Homem-Aranha: De Volta ao Lar" de 2017 (clique aqui para ler aquela crítica) e segundo rumores, é o longa que de fato fecha o ciclo da atual fase cinematográfica da Marvel.

PRÓS:
Falando de filmes de super-heróis, gênero que proporciona várias obras cinematográficas em um curto espaço de tempo, originalidade é algo difícil de encontrar. Em "Longe de Casa", o roteiro esbarra na falta dela em sua estrutura, mas consegue trazer uma história divertida que prende o espectador inserindo elementos interessantes e ousando em reviravoltas que se por um lado não são executadas de maneira perfeita, deixa a trama muito bem encaminhada.(1)
O enredo também é outro acerto pois se movimenta bem, sempre de forma evolutiva sabendo a hora de descansar e acelerar formando uma estrutura narrativa bastante competente.(0,5)
Mesmo sendo bastante carregado, a computação gráfica é bastante funcional assim como outros quesitos técnicos como a belíssima fotografia, a edição contagiante e a cinematografia contemplativa.(0,5)
As sequências de ação de "De Volta ao Lar" merecem uma pontuação a parte. Visualmente espetaculares e inventivas, as batalhas se tornam um recurso a mais para apreciação da história. No universo Marvel, este é um dos longas que mais se destacam dentro deste quesito.(1)
Por fim, vamos falar dos quesitos interpretativos da obra. Fora o elenco funcional que compreende a essência dos seus respectivos personagens, temos Tom Holland que cada vez mais fortalece a ideia de que ele é o melhor Peter Parker/Homem-Aranha da sétima arte (perdão para aqueles que acham que o Maguire ou o Garfield são melhores) e Jake Gyllenhaal está muito bem como de costume.(1)

domingo, 7 de julho de 2019

SESSÃO SÁBADÃO - #123ª EDIÇÃO

Após uma semaninha sem novidades no blog, voltamos para mais uma edição da sagrada Sessão Sabadão. Hoje, vamos ter a primeira análise de uma obra nacional deste ano de 2019: "Turma da Mônica: Laços". Após muita expectativa, o live-action baseado nos quadrinhos mais famosos do Brasil chegou aos cinemas... será que é legal? Será que não? Prepare seu coelhinho de pelúcia e seu plano infalível e embarque em mais uma das nossas críticas...


Turma da Mônica: Laços - 2019

Elenco: Giulia Benite, Kevin Vecchiato, Gabriel Moreira, Laura Rauseo, Rodrigo Santoro, Fafá Rennó, Paulo Vilhena e Monica Iozzi.


SOBRE O FILME:
Após mais um dia normal e rotineiro no Bairro do Limoeiro, Floquinho, um belo poodle da cor verde, é raptado. Abalado com o sumiço do seu cachorrinho, o garoto Cebolinha monta um "plano infalível" e recruta seus amigos Mônica, Cascão e Magali para uma aventura em busca do bichinho.
O longa é a segunda obra dirigida por Daniel Rezende, cineasta responsável pelo primoroso "Bingo: O Rei das Manhãs" de 2017 e é baseado em uma graphic novel da Turma da Mônica que tem o mesmo título do longa.

PRÓS:
A primeira coisa que chama atenção em "Laços" é a bela e convidativa construção de mundo que ela oferece. O trabalho é tão bem feito, que o Bairro do Limoeiro se torna atmosférico e funcional, tanto que massageia a nostalgia do espectador mais velho e nos presenteia com diversas homenagens ao universo quadrinhesco do seu material fonte.(1)
Outro acerto do longa são as escolhas visuais que ela trabalha seus personagens. De maneira muito plausível, este conceito consegue inserir realismo sem perder a essência visual dos seus protagonistas.(0,5)
Os quesitos técnicos também impulsionam positivamente a obra. Demonstrando um talento e personalidade imensa, Daniel Rezende se sai muito bem (mais uma vez) e sua direção oferece uma cinematografia deslumbrante, uma edição empolgante e um jogo de câmera envolvente e muito bem elaborado.(1)
Em um dos poucos bons momentos do roteiro (falaremos mais dele depois), a trama aborda temas importantes como o bullyng, a amizade, o respeito ao próximo e auto conhecimento. Todos de maneira abrupta e superficial, mas vale meio ponto pela existência.(0,5)
Rodrigo Santoro está no filme e é uma das melhores coisas de "Laços". Em um momento aonde a obra se torna poética e até mesmo mais densa, essa pequena sequência é tão significante que poderia dar a tônica para o andamento total da obra... Pena que não é isso que acontece...(1)

domingo, 30 de junho de 2019

SESSÃO SÁBADÃO - #122ª EDIÇÃO

Último domingo de Junho e nada melhor do que terminar o mês com mais uma edição da Sessão Sábadão! Hoje, vamos destrinchar o quarto longa de uma das franquias mais bacanas da sétima arte: "Toy Story 4". Então prepare seus brinquedos, exercite sua nostalgia e venha comigo para mais uma análise...

TOY STORY 4 - 2019

Elenco de Vozes: Tom Hanks, Annie Potts, Tony Hale, Tim Allen, Christina Hendricks, Keanu Reeves, Jordan Peele, Keegan-Michael Key, Joan Cusack, Antônio Tabet (BR), Marco Luque (BR), Mabel Cezar (BR).


SOBRE O FILME:
Nove anos após o lançamento do terceiro filme, "Toy Story 4" acompanha a vida dos brinquedos liderados por Woody agora em posse da pequena Bonnie que passa por problemas de adaptação na escola. Para se sentir mais confortável, a garotinha cria um brinquedo feito com materiais descartáveis no qual batiza de Garfinho. Para ajudar a entender o papel de Garfinho como brinquedo, Woody enfrenta uma jornada de aventuras e de auto conhecimento. Este é o primeiro trabalho de Josh Cooley como diretor, entretanto o mesmo já esteve por trás de produções como "Os Incríveis" de 2004, "Up - Altas Aventuras" de 2009 e "Divertida Mente" de 2015.

PRÓS:
A fórmula Pixar é famosa por nortear a maioria de seus filmes desde que nasceu, justamente com o lançamento do primeiro "Toy Story" em 1995. E o que mais impressiona nisso tudo, é que mesmo manjada ela ainda funciona. Claro que isso se deve a um roteiro muito bem elaborado que contém um humor bastante funcional, escolhas corajosas, boas reviravoltas e momentos tocantes que são completamente ricos de emoção, auto conhecimento, altruísmo e ternura. Juntando tudo isso com uma estrutura narrativa frenética e bem ritmada, os estúdios Disney/Pixar demonstram que se a fórmula é desgastada a criatividade ainda funciona... e muito!(1,5)
Ainda falando sobre escolha de roteiro, "Toy Story 4" acaba sacrificando figuras clássicas da franquia como Jessie, Slick, Rex, Sr. Cabeça de Batata, entre outros em prol do andamento da trama. Pra compensar, a história adiciona novos personagens extremamente interessantes, engraçados e cativantes. Destaco a boneca Gabby Gabby que demonstra uma personalidade mais complexa e ambígua do que outros "vilões" que já apareceram na franquia anteriormente.(1,5)
Por fim, falaremos da computação gráfica que neste longa atinge o ápice! Extremamente rico nos detalhes e nos proporcionando um trabalho abismal de construção de mundo visualmente espetacular e imersivo, este quesito injeta vivacidade a trama se tornando um dos recursos principais da obra como um todo.(1,5)

sexta-feira, 28 de junho de 2019

ÓTIMAS E PÉSSIMAS ATUAÇÕES EM UM MESMO FILME

Um dos principais fatores que determinam o quão bom um filme pode ser é o seu quesito interpretativo. Se o elenco tá inspirado e faz um bom trabalho este fator pode engrandecer o status de um longa. O mesmo acontece quando esse fator não funciona e acaba afetando a qualidade da produção. Entretanto, existem aqueles filmes que contém boas e ruins atuações ao mesmo tempo e acabam dividindo opiniões e é justamente sobre estes casos que vamos falar nessa matéria especial. Então sem mais delongas, vamos aos exemplos de ótimas e péssimas atuações existentes em um mesmo filme...

Bonequinha de Luxo (1961)

Ótima Atuação: Audrey Hepburn como Holly Golightly
Péssima Atuação: Mickey Rooney como Sr. Yunioshi



domingo, 23 de junho de 2019

SESSÃO SÁBADÃO - #121ª EDIÇÃO

E lá vamos nós com mais uma edição da Sessão Sábadão! Desta vez, vamos analisar a comédia "Fora de Série", que apesar do seu título adaptado horrível tem recebido diversos elogios e comparado com outras comédias clássicas como "Superbad" de 2007. Então já prepara seu boletim e seu chapéu de formatura e bora acompanhar mais uma das nossas críticas abalizadas...

FORA DE SÉRIE - 2019

Elenco: Beanie Feldstein, Kaitlyn Dever, Billie Lourd, Victoria Ruesga, Mason Gooding, Skyler Gisondo, Jason Sudeikis, Jessica Williams, Noah Galvin, Austin Crute, Molly Gordon, Diana Silvers, Eduardo Franco, Nico Hiraga, Lisa Kudrow, Will Forte e Mike O'Brien.


SOBRE O FILME:
Com a conclusão do ensino médio, duas amigas denominadas CDFs se dão conta que não se divertiram o tanto que poderiam. Pra compensar o tempo perdido, elas decidem passar em uma noite toda a diversão que não tiveram durante todos estes anos.
O longa é o primeiro trabalho da já conhecida atriz Olivia Wilde na direção e tem recebido muitas críticas positivas, entre elas, comparações com a aclamada comédia "Superbad - É Hoje!" lançada em 2007 que tem uma temática parecida e que por coincidência (ou não), foi protagonizada por Jonah Hill, irmão da atriz Beanie Feldstein que é uma das atrizes principais de "Fora de Série".

PRÓS:
Vamos iniciar as análises por um dos aspectos positivos mais importantes do longa: seu roteiro. Não se trata da história mais original do mundo, muito pelo contrário, essa trama já é contada de diversas maneiras desde os anos 80 com "Curtindo a Vida Adoidado". Mas a maneira de como ela é elaborada e se desenvolve em "Fora de Série" traz uma sobrevida ao gênero. Trabalhando de maneira eficiente assuntos importantes como complexos da juventude, auto conhecimento, amadurecimento, amizade, entre outras coisas, o roteiro consegue encontrar boas saídas para não se entregar totalmente a clichês e facilidades narrativas e insere bons momentos que fogem do convencional e chacoalha o tom pré estabelecido.(1)
Outro acerto do roteiro é o cuidado que ele entrega para os numerosos personagens secundários que ele apresenta. Não chegam a ser subtramas mas todos eles injetam personalidade a trama e tem o seu momento de brilhar seja comicamente ou narrativamente.(0,5)
Aproveitando o gancho, o elenco também se mostra um ponto positivo do longa. Em sintonia com os seus personagens, todos eles entregam atuações pontuais e que vão de acordo com aquilo que a trama pede.(0,5)
Entretanto, ninguém está melhor do que Beanie Feldstein e Kaitlyn Dever! Engraçadas, joviais e empenhadas em seus papéis, elas transformam a química das protagonistas na espinha dorsal do filme com atuações que se complementam. Mesmo sendo quase dez anos mais velhas do que suas personagens, as atrizes convencem como duas adolescentes desengonçadas do ensino médio tanto na fisicalidade quanto no comportamento. Um ótimo trabalho interpretativo de ambas.(1,5)
O humor de "Fora de Série" é preciso pois consegue passear por todos os seus aspectos cômicos de maneira fluída e funcional. Sendo assim, o longa oferece piadas situacionais, físicas e até mesmo escatológicas.(1)
Os quesitos técnicos também se sobressaem e demonstram que além de ótima atriz, Olivia Wilde também é uma diretora extremamente competente. Afinal ela nos mostra ter amplo domínio de recursos como fotografia, cinematografia, zoom, plano sequência e câmera lenta e sabe como usá-los. Sem contar a edição sagaz e a trilha sonora envolvente que dão um charme adicional a obra.(1)

quarta-feira, 19 de junho de 2019

COLETÂNEA: FERNANDA TORRES

Se na Coletânea do mês passado destrinchamos a bela carreira de Frances McDormand, uma das atrizes mais importantes de Hollywood, dessa vez vamos listar os sete trabalhos mais significantes da carreira de uma das atrizes mais importantes do cinema nacional: Fernanda Torres!
Com um talento e versatilidade ímpar que passeia entre o dramático e o cômico, a herdeira da lendária Fernanda Montenegro mostra que o cinema está intrínseco no seu DNA.