domingo, 16 de junho de 2019

SESSÃO SÁBADÃO - #120ª EDIÇÃO

E estamos a postos com mais uma edição da Sessão Sabadão para alegrar seu final de Domingo! Hoje falaremos de "Pokémon: Detetive Pikachu", um dos longas mais esperados desse ano. Então prepare suas pokébolas e seu pokémon preferido e vamos ao que interessa...

Pokémon: Detetive Pikachu - 2019

Elenco: Justice Smith, Ryan Reynolds, Kathryn Newton, Bill Nighy, Ken Watanabe, Chris Geere, Rita Ora, Omar Chaparro, Suki Waterhouse e Karan Soni.


SOBRE O FILME:
Após um evento familiar afetar a vida do jovem Tim, ele decide ir para a cidade de Ryme City aonde humanos e pokémons vivem em comunhão atrás de respostas. Lá, ele se depara com um Pikachú falante que jura ser um detetive e juntos seguem em uma aventura para resolver um mistério que envolve um poderoso Mewtwo.
O longa é dirigido pelo cineasta Rob Letterman responsável por uma filmografia pouco prestigiosa que contém obras como "O Espanta Tubarões" de 2004, "As Viagens de Gulliver" de 2010 e "Goosebumps - Monstros e Arrepios" de 2015.

PRÓS:
Uma coisa que "Pokémon: Detetive Pikachu" faz bem, é estabelecer seu tom logo de cara. Mesclando um humor lúdico (porém não infantilóide) que deixa mais leve a densidade de sua trama principal, o longa se desenvolve com uma atmosfera agradável, constante e muito bem definida.(1)
Muito do humor do filme se dá aos seus diálogos. Quando as conversações não estão investidas em apenas explicar algo necessário para o desenrolar da história, elas são elaboradas com sagacidade e dinamismo se tornando então um dos fatores responsáveis pelo quesito cômico do roteiro. 50% da graça de "Detetive Pikachu" está aqui.(0,5)
No quesito atuação, fora o elenco pouco inspirado porém funcional, apenas os protagonistas se sobressaem. Enquanto Justice Smith consegue passar uma empatia cativante ao seu personagem, Ryan Reynolds brilha como Pikachu em uma pontual performance vocal que contém charme, carisma e um delicioso sarcasmo.(1)
Outro ponto positivo da obra são os quesitos técnicos. Destaque para a bela fotografia, o figurino e a construção de mundo que proporciona uma cinematografia digitalmente eficaz.(0,5)
Os efeitos gráficos merecem um ponto a parte. Mesmo que o recurso se torne carregado uma vez ou outra, em nenhum momento ele incomoda. Muito pelo contrário. A computação gráfica é tão bem feita que se torna peça importante para o sucesso da obra. Dentro disso, vale ressaltar que a escolha de deixar os pokémons com um aspecto mais realista sem "desrespeitar" as suas características originais também se revelam um grande acerto da produção.(0,5)
Para terminar, vai mais meio ponto ao longa pela maneira que o roteiro encaixa determinados pokémons na trama. Mr. Mime, Ditto e Loudred exemplificam bem esse recurso.(0,5)

terça-feira, 11 de junho de 2019

TAG: NO ANO QUE EU NASCI

Para agitar a semana do blog, vamos nos divertir em mais uma TAG interativa. Dessa vez listarei filmes lançados no ano que eu nasci de acordo com dez categorias diferentes. O ano em questão é o de 1987, período bastante generoso para a sétima arte!
As regras para esta TAG foram as seguintes:
- Só filmes lançados no ano que nasci(1987).

- Apenas um filme por categoria.
- Apenas filmes que foram devidamente assistidos por mim.
- E claro, lista embasada na minha humilde e irrelevante opinião.
Então sem mais delongas, vamos começar a brincadeira! Caso não tenha entendido, só seguir o post que você pega o fio da meada...


MELHOR FILME DE COMÉDIA

Antes Só do que Mal Acompanhado


Uma das primeiras e melhores comédias road movies da história, "Antes Só do que Mal Acompanhado" traz em cena a maravilhosa química entre John Candy e Steve Martin, envoltos em uma trama divertida que contém um hilariante humor físico, conceitual e situacional. Sem dúvidas o filme mais engraçado do ano que eu nasci.


domingo, 9 de junho de 2019

SESSÃO SÁBADÃO - #119ª EDIÇÃO

Mais um final de semana chegando ao seu fim, mas não sem antes de mais uma edição da Sessão Sabadão! Hoje falaremos da cinebiografia musical que está fazendo barulho nos cinemas: "RocketMan", longa que conta a história do sempre lendário Elton John. Então prepare sua coletânea de sucessos, seus óculos estrelares e suas fantasias extravagantes e vamos para mais uma análise super bacana do blog "Eu e o Cinema"...

Rocketman - 2019

Elenco: Taron Egerton, Jamie Bell, Richard Madden, Bryce Dallas Howard, Steven Mackintosh, Gemma Jones, Kit Connor, Charlie Rowe, Stephen Graham e Tate Donovan.


SOBRE O FILME:
Dirigido por Dexter Fletcher (o mesmo cineasta que assumiu "Bohemian Rhapsody" de 2018 assim que a produção foi abandonada por Bryan Singer), "Rocketman" passeia pela vida da super estrela britânica Elton John, desde sua infância passando pela sua espetacular carreira musical, sua conturbada vida pessoal e seus excessos destrutivos.
O título da produção recebe o mesmo nome de uma das canções mais importantes da trajetória do cantor.

PRÓS:
A melhor maneira de iniciar as críticas positivas desta obra é pelo seu principal acerto: seu roteiro! Bem elaborado, rico em detalhes, empolgante, emocionante e com uma gama de mensagens bacanas inseridas, sua trama acerta em cheio ao investir na sinceridade de sua história, que mesmo não sendo 100% fidedigna com os fatos ou com a cronologia dos acontecimentos, não perde a essência realista tratando de forma coerente fatores como a personalidade, excessos, decepções e até mesmo o enorme talento do seu protagonista. Tudo isso coopera para que o filme se torne mais palpável e cativante para aqueles que o assiste.(2)
Vale dizer que mais do que uma cinebiografia, "Rocketman" é uma cinebiografia musical. Sendo assim, o longa é repleto de sequências musicais que são inseridas em momentos rotineiros de maneira orgânica. Dito isso, vai o destaque para a coreografia, a entrega e a intensidade que essas sequências proporcionam, se tornando então a alma dessa produção.(1,5)
Diferentemente da maioria dos filmes que eu já citei aqui na Sessão Sábadão, os quesitos técnicos desta vez transcendem as suas funções. Construídos de forma primorosa, a belíssima fotografia, a cinematografia mágica, o ótimo de trabalho de maquiagem, o figurino impecável e os esplendorosos efeitos gráficos e visuais deixam de ser apenas funcionais para se tornarem parte da mecânica que conta a história, tanto que me deparei com pelo menos três momentos grandiosos que ficarão na minha memória graças a todos estes fatores.(1)
No quesito interpretativo, Taron Egerton está voando! Sua atuação se sobressai emocionalmente, fisicamente e musicalmente. Uma performance cativante, empolgante e estonteante... Talvez seja cedo demais mas entreguem um Oscar pra esse homem! Dos demais atores do elenco, todos estão muito bem (até mesmo Bryce Dallas Howard que consegue fazer muito mesmo com a personalidade unilateral de sua personagem).(1,5)

domingo, 2 de junho de 2019

SESSÃO SÁBADÃO - #118ª EDIÇÃO

Primeiro domingo do mês de Junho deste tão rápido ano de 2019 e estamos aqui, prontos para mais uma edição quentinha da Sessão Sábadão. Hoje vamos analisar o primeiro filme do (ainda meio capenga) Universo Cinematográfico da DC lançado neste ano: "Shazam!".
Então sem mais rodeios, prepare seus poderes fenomenais e seu cajado misterioso para mais essa crítica...

Shazam! - 2019

Elenco: Zachary Levi, Asher Angel, Jack Dylan Grazer, Mark Strong, Grace Fulton, Marta Milans, Cooper Andrews, Djimon Hounsou e Caroline Palmer.


SOBRE O FILME:
Após perder o controle sobre perigosos demônios, um velho mago guardião elege o garoto órfão Billy Batson para receber seus poderes devido a bondade de seu coração. Com estes mesmos poderes, Billy se apropria de um físico adulto sempre que pronuncia a palavra "Shazam!" se tornando então um desajeitado, porém fortíssimo super-herói.
Dirigido por David F. Sandberg, que esteve a frente dos aterrorizantes "Quando as Luzes se Apagam" de 2016 e "Annabelle 2" de 2017, "Shazam!" é o primeiro filme do universo cinematográfico da DC lançado neste ano que também conta com o lançamento de "Coringa" previsto para Outubro.

PRÓS: Vamos iniciar as críticas positivas de "Shazam!" pelo seu setor mais burocrático: os quesitos técnicos. Operantes, o filme conta com uma belíssima fotografia, uma edição sagaz e bem elaborada e uma trilha sonora pontual e empolgante. São recursos que ajudam na obra como um todo.(0,5)
Outro quesito bem elaborado é o seu roteiro. Evolutiva, a história se desenrola de maneira muito divertida, passeando com muita naturalidade entre o drama e a comédia, entregando uma moral familiar muito válida e trabalhando todas as suas subtramas e personagens de maneira bem cuidadosa dando a cada um deles, seu momento de brilhar.(1)
Diferentemente da maioria dos filmes da DC, "Shazam!" tem uma veia cômica aflorada e funcional. Com um humor infantil sem ser infantilóide, auto referencial e até mesmo debochado, a comédia consegue inserir uma leveza bem vinda na usual atmosfera ranzinza e truncada deste universo cinematográfico.(1)
Nos quesitos interpretativos, temos mais um acerto. Todos estão bem e entregam atuações pontuais dentro daquilo que cada personagem propõe. O destaque aqui vai para três nomes: Jack Dylan Grazer (que no papel do melhor amigo do protagonista entrega uma química muito boa tanto com a versão adolescente quanto na versão adulta de Billy Batson, sendo também, um dos alívios cômicos mais eficazes da trama), Asher Angel (que segura bem a onda na subtrama dramática do seu personagem) e principalmente Zachary Levi (que mesmo não trazendo nenhuma nuance que remetam a versão mais nova do protagonista, entrega uma interpretação cativante, ingênua mas ao mesmo tempo jocosa, lúdica e acima de tudo coerente).(1,5)
Quando tratamos de filmes de super heróis, o vilão deve ser levado em consideração tanto para o bem quanto para o mal, afinal para que o herói funcione ele depende bastante do antagonista. Neste quesito, Mark Strong se sai bem interpretando um vilão imponente e amedrontador mesmo esbarrando em uma motivação genericamente vilanesca sem pouca credibilidade. Mais um bom trabalho desse talentosíssimo ator.(1)

domingo, 26 de maio de 2019

SESSÃO SÁBADÃO - #117ª EDIÇÃO

E la vamos nós de novo para mais um domingo de "Sessão Sábadão" invadindo seu finalzinho de tarde! Nesta edição a análise ficou por conta do terceiro longa da franquia "De Volta ao Jogo" que decidiu esquecer seu título adaptado e resolveu assumir seu nome original: "John Wick 3: Parabellum". Então sem mais delongas, vamos ver quais foram as impressões deste blogger que vos fala...

John Wick 3: Parabellum - 2019

Elenco: Keanu Reeves, Ian McShane, Halle Berry, Asia Kate Dillon, Mark Dacascos, Anjelica Huston, Lawrence Fishburne, Lance Reddick, Jason Mantzoukas e Jerome Flynn.


SOBRE O FILME:
Após ser "excommunicado" da seita secreta de assassinos, John Wick se torna um alvo valioso e o mais procurado pelos incessantes e perigosos matadores de Nova York.
Terceiro longa da franquia, "John Wick 3: Parabellum" é dirigido por Chad Stahelski que também esteve a frente das duas obras anteriores.

PRÓS: No quesito ação, provavelmente temos o melhor "John Wick" da saga. Com cenas empolgantes, as sequências de tiroteios, lutas e perseguições são extremamente engajantes, bem conduzidas, violentamente gráficas, perfeitamente coreografadas e saborosamente inventivas. Sem dúvidas, esse continua sendo o quesito de mais destaque desta franquia.(2)
Claro que tudo isso se eleva devido aos ótimos quesitos técnicos. O bom trabalho de edição e montagem se une com sua bela fotografia e grandiosa cinematografia, tendo nos efeitos práticos e gráficos a cereja do bolo. Tudo funciona aqui!(0,5)
Com exceção da medíocre performance de Asia Kate Dillon, todo o elenco funciona. Keanu Reeves continua funcional dando vida ao protagonista mas o meu destaque interpretativo vai para três novos nomes inseridos na trama: Halle Berry, Anjelica Houston e Mark Dacascos. Enquanto a primeira entrega uma atuação vigorosa e cheio de presença, a segunda marca com uma interpretação cheia de nuances que passeia entre o autoritário e impiedoso, porém justo e debochado. Já Dacascos brilha nas cenas de luta e tem um timing cômico quase involuntário, porém certeiro... o meu preferido!(1)
Por falar em timing cômico, vale ressaltar o humor situacional que existe em "John Wick 3". Tratado com muito cuidado, este fator é inserido de tal forma na trama que acaba não comprometendo a seriedade dos seus acontecimentos, não se torna repetitivo e tão pouco forçado. Desta maneira, sempre que presente, o humor é conduzido com muita naturalidade e funciona na maioria das vezes.(0,5)
Se o roteiro tem problemas (falaremos mais disso depois), sua estrutura narrativa vai bem! Frenético, envolvente e pouco expositivo, a trama consegue caminhar com suas próprias pernas entregando tiroteio e porradaria do início ao fim.(0,5)

domingo, 19 de maio de 2019

SESSÃO SÁBADÃO - #116ª EDIÇÃO

E estamos apostos para mais uma Sessão Sábadão! Hoje chegamos a edição de número cento e dezesseis e falaremos de um longa que passou despercebido nos cinemas brasileiros a pouco tempo: o drama biográfico "O Gênio e o Louco". Com um elenco protagonizado por Mel Gibson e Sean Penn, o filme foi assistido e receberá sua devida análise no post de hoje. Então prepare seus dicionários, seus óculos e sua longa barba grisalha e venha conferir mais uma Sessão Sábadão...


O Gênio e o Louco - 2019

Elenco: Mel Gibson, Sean Penn, Natalie Dorman, Eddie Marsan, Jennifer Ehle, Stephan Dillane, Ioan Gruffud, Steve Coogan e Jeremy Irvine.


SOBRE O FILME:
Primeiro filme dirigido por Farhad Safinia, "O Gênio e o Louco" se passa em meados do século 19 e acompanha a vida de James Murray, um professor que se torna encarregado de editar o mais importante dicionário da língua inglesa. Neste árduo processo, ele acaba recebendo auxílio de um homem louco condenado ao exílio da sociedade.
Baseado em fatos reais, o roteiro se passa nos bastidores do primeiro fascículo do Dicionário de Inglês de Oxford da história.

PRÓS: Engana-se quem pensa que o roteiro de "O Gênio e o Louco" circula exclusivamente ao redor da sua premissa técnica e pouco convidativa, porque não dizer interessante. A história vai mais além do que isso. Repleto de subtramas instigantes e bem conduzidas, o longa se torna muito mais amplo e consegue passear sobre variados temas como a raiva, o medo do fracasso, o perdão, a queda, a redenção e a superação.(1,5)
Outro acerto do roteiro, são os artifícios que ele usa para deixar a sua trama menos técnica e burocrática quanto a sua sinopse propõe. Quase tudo que envolve o arco do personagem do Sean Penn elucida bem esse fator e injeta pulso a história deixando ela bem menos arrastada do que ela poderia ser.(1)
Os quesitos técnicos são muito bons! Vale ressaltar a belíssima fotografia, o bom trabalho de figurino e maquiagem que reportam o século retrasado com muita eficiência, o envolvente jogo de câmeras e a trilha sonora pontual e eficaz. Tudo na medida!(0,5)
O mesmo pode-se dizer dos diálogos. Mesmo não tendo conversações marcantes ou poderosas, esse fator é muito bem elaborado e dificilmente cai em exposições baratas. Claro que em sua maioria, as conversas são rebuscadas e recebem grande carga técnica, mesmo assim são conduzidas de forma natural e compreensível.(0,5)
A obra também brilha pelo seu elenco inspirado! Todos estão muito bem (alguns menos bem aproveitados do que outros como no caso de Steve Coogan) mas alguns merecem destaques individuais. Começando pela forte interpretação de Sean Penn que entrega muito esforço físico e uma dramaticidade voraz. Talentosíssimo, ele entrega sentimentos como paranoia, loucura, medo, arrependimento e bondade com muita propriedade. Mel Gibson é carisma puro! Mesmo em uma atuação comedida, seus olhos passam toda a verdade de seu personagem. Vale destacar também as atrizes Natalie Dorman e Jennifer Ehle. Enquanto a primeira consegue dar a coerência precisa ao arco sentimental complicado de sua personagem, a segunda tem uma performance coadjuvante que complementa a personalidade de um dos protagonistas.(1)

quinta-feira, 16 de maio de 2019

FILMES QUE NINGUÉM FEZ E QUE EU FARIA!!! - JONESTOWN

Está na hora de brincar de produtor de Hollywood e imaginar filmes que existem na minha cabeça, mas não na vida real. Dessa vez, o meu longa seria baseado em uma das histórias de fanatismo religioso mais horrendas da humanidade: o massacre em Jonestown. Fato ocorrido em meados da década de 70, Jonestown foi o nome dado a uma comunidade religiosa que ficava em uma área afastada da Guiana e era liderada pelo reverendo Jim Jones. Carismático, persuasivo e dotado de uma noção socialista utópica, Jones ergueu seu pequeno império a base de distorções ideológicas, autoritarismo, abuso de poder e maus tratos. Mesmo assim, sua influência sobre os seus liderados era tamanha que resultou em um suicídio coletivo que vitimou mais de 900 pessoas, entre elas, crianças.
E se essa história macabra saísse dos livros e dos jornais policiais e se tornasse uma produção cinebiografica hollywoodiana, como ela poderia ser? É aí que o blog "Eu e o Cinema" entra...